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Pensando um pouco mais sobre humildade… (2)

março 30, 2010 1 comentário

Já faz um bom tempo que o blog não tem sido atualizado. O retorno às aulas na faculdade e a monitoria na disciplina de História do Direito, além do trabalho com a rede de igrejas nos lares aqui em Curitiba, estão me obrigando a reorganizar meu tempo. E nessa reorganização, o blog tem sido altamente afetado. Mas, mesmo assim, as visitas ao blog permanecem constantes, e quero dizer aos leitores que pretendo retomar as atividades no blog em breve.

Por hora, quero apenas continuar tratando o tema do último post: Humildade. Esse tema tem marcado os primeiros meses de 2010.  Já foi tema de retiro do qual participei e até de pregação no casamento dos meus amigos Breno e Gisa (@breno_andrade).

Minha atenção tem sido chamada à essa virtude. E quero empregar minha vida em cultivá-la, afinal, para isso foi a convocação de Jesus em Mt.  11:29 – “aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração”.

Em minhas reflexões sobre a humildade tenho sido cercado de agradabilíssima companhia. Além do Franco (@francoamd7), que tem tocado no tema em praticamente todas as vezes que o vi durante este ano, também tenho tido a companhia de John Piper (vídeo do último post) e de Martyn Lloyd-Jones (1899-1981). Aliás, quero compartilhar hoje um texto de Lloyd-Jones.

Leia, medite, aprecie e aplique em seu cotidiano.

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Humilhe-se à vista de Deus

Fonte: blog Martyn Lloyd-Jones

A palavra hebraica «aviva» tem o sentido primário de «preservar», ou «manter vivo». O que Habacuque temia grandemente era que a Igreja estivesse sendo totalmente des truída. Daí orava: «Preserva-a, ó Deus, mantém-na viva, não permitas que ela seja derrotada». Entretanto, avivar não signi fica somente manter vivo ou preservar, mas também purificar e corrigir, despojar-se do mal. Este é sempre um acompa nhamento essencial, toda vez que Deus promove avivamento.

Na historia de cada reavivamento lemos sobre a ação de Deus, purificando e eliminando o pecado, a impureza e as coisas que estavam embaraçando a Sua causa. . . enquanto a Igreja está sendo preservada, purificada e corrigida, ao mesmo tempo está sendo preparada para a libertação^ O profeta olha para a calamidade que se aproxima, e diz: «Õ Senhor, ainda que devamos ser punidos, prepara-nos para a libertação que há de vir. Faze a todo o Teu povo digno das Tuas bênçãos». . .

O apelo final de Habacuque é deveras tocante (capítulo 3, versículo 2) — «na tua ira», diz ele, «lembra-te da miseri córdia» . . . Não pede a Deus que se lembre do Seu povo por causa de quaisquer méritos deles. . . A única coisa que ele faz é pedir a Deus que se lembre de Sua natureza e daquele outro lado do Seu santo Ser — a Sua misericórdia. E como se dissesse: «Tempera a ira com a misericórdia. Nada temos para dizer, exceto pedir-Te que ajas de acordo contigo mesmo, que em meio à ira tenhas piedade de nós».

Temos aqui a oração modelo para uma época desta..* Em todos os nossos «dias nacionais de oração», durante a última guerra, parecia haver a presunção de que nós estávamos certos e de que tudo que tínhamos a fazer era pedir a Deus que derrotasse os nossos inimigos que, só eles, estavam errados. Tinha-se a impressão que não havia lugar para ne nhuma humilhação veraz ou confissão de pecado. . .

A men sagem deste livro (Habacuque) é que, enquanto não nos humilharmos verdadeiramente. . . enquanto não nos encarar  mos a nós mesmos como somos aos olhos de Deus. . . não temos direito de procurar paz e felicidade. Enquanto o mundo não aprender estas poderosas lições da Palavra de Deus, não haverá esperança para ele.

From Fear to Faith, p. 64-6.

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