Arquivo

Archive for the ‘C. S. Lewis’ Category

A loucura da oração

novembro 2, 2009 2 comentários

prayOração foi o tema dos encontros que tivemos aqui em casa ontem. Conversamos sobre a oração como forma de expressarmos nossa dependência de Deus. Motivado por esses encontros, decidi compartilhar durante esta semana alguns temas sobre oração aqui no blog.

Em seu livro Práticas Devocionais, Elben M. Lenz César escreve o seguinte sobre o tema [1]:

“A oração parace uma decantada loucura. Como pode o homem comunicar-se com o próprio Deus em qualquer tempo, em qualquer lugar e em qualquer situação, se este é o Senhor de todo o Universo e aquele, um miserável habitante de um pequeno planeta que integra o sistema solar, que por sua vez é somente uma parte minúscula de uma galáxia chamada Via-Láctea, composta de mais de 100 bilhões de estrelas relativamente semelhantes ao Sol? O espanto é muito maior quando se sabe que existem 100 bilhões de galáxias …, além dos distantes e brilhantes quasares!

Mesmo não havendo seres inteligentes senão neste modesto planeta, como pode Deus ouvir as orações diárias que, pelo menos, os 1,6 bilhão de cristãos lhe dirigem?”

A essa pergunta, C. S. Lewis busca responder no vídeo abaixo.

____________________________________________________________

[1] – CÉSAR, Elben M. Lenz. Práticas Devocionais: Ultimato.

Da pena de um ateu convertido – C. S. Lewis

outubro 19, 2009 3 comentários
Autor: C. S. Lewis
Fonte: Revista Ultimato, Edição 255 – Novembro-Dezembro 1998

________________________________________________________

lewisDemônios
Há dois erros idênticos e opostos nos quais nossa espécie pode cair acerca dos demônios. Um é não acreditar em sua existência. O outro é acreditar e nutrir um interesse excessivo e doentio neles. Os próprios diabos ficam igualmente satisfeitos com ambos os erros e saúdam o materialista ou o mágico com o mesmo deleite.

Deus no centro
Só existe um único ser bom, e esse é Deus. Tudo o mais é bom quando olha para Ele e mau quando se afasta dele.

O amor de Deus
Quando é preciso suportar a dor, um pouco de coragem ajuda mais do que muito conhecimento, um pouco de simpatia humana tem mais valor do que muita coragem, e a menor expressão do amor de Deus supera tudo.

Humildade
A humildade perfeita dispensa a modéstia.

No fio da navalha
Num certo sentido, tão obscuro para o intelecto quanto insuportável para os sentimentos, podemos ser banidos da presença daquele que é onipresente e apagados da memória daquele que é onisciente. Podemos ficar totalmente, absolutamente de fora — repelidos, exilados, separados e eterna e indizivelmente ignorados. Por outro lado, podemos ser convidados, acolhidos, recebidos, reconhecidos. Andamos todos os dias no fio da navalha, entre essas duas incríveis possibilidades.

Amor verdadeiro
Nossa caridade deve ser um amor autêntico e precioso que se ressinta fortemente do pecado, mas ame o pecador — não mera tolerância ou indulgência que parodie o amor, como a leviandade parodia a alegria.

Tudo é transitório
Qualquer moralista nos dirá que o trinunfo pessoal de um atleta ou de uma dançarina é certamente provisório, mas o principal é lembrar que um império ou uma civilização são também transitórios.

Categorias:C. S. Lewis

C.S. Lewis também pensava “naquilo”

outubro 7, 2009 3 comentários
Fonte: devocionário Um Ano com C. S. Lewis
Via: blog da Editora Ultimato

——————————————————————————-

chocolateA letra e o espírito das Escrituras, e de todo o cristianismo, nos proíbem de supor que a vida na nova criação será sexuada; e isso reduz nossa imaginação a duas alternativas embaraçosas: corpos dificilmente reconhecíveis como humanos, ou um jejum perpétuo. Com relação ao jejum, penso que nossas atuais perspectivas sejam como as de uma criança que, se lhe contam que o ato sexual representa o mais elevado prazer físico, pergunta prontamente se é possível comer chocolate ao mesmo tempo. Ao receber uma resposta negativa, quem sabe ela passe a associar a sexualidade basicamente à ausência de chocolate. Seria inútil tentar lhe explicar que, em seu êxtase sexual, os amantes não estão interessados em chocolate, pois têm algo melhor em que pensar. O menino conhece bem o chocolate, mas nada de positivo que possa excluí-lo. A nossa situação é a mesma. Conhecemos a vida sexual; não conhecemos, exceto por vislumbres, aquilo que, no céu, não deixará espaço para ela. Assim, onde a plenitude nos aguarda, antecipamos o jejum. Negar que a vida sexual, como a entendemos agora, possa fazer parte da bem-aventurança final, não é necessariamente supor que a distinção entre os sexos irá desaparecer. Supõe-se que tudo que não for mais necessário para propósitos biológicos talvez sobreviva por seu esplendor. A sexualidade é o instrumento tanto da virgindade como da virtude conjugal; nem homens, nem mulheres terão de lançar fora as armas que vinham empregando com sucesso. Só os derrotados e fugitivos têm de lançar fora as suas espadas. Os vitoriosos desembainham as suas e as mantêm erguidas. “Além-do-sexual” seria um termo melhor do que “assexuada” para a vida no céu.

Jesus: Deus, um louco ou um diabo

setembro 23, 2009 4 comentários

Finalmente estou lendo o livro Cristianismo Puro e Simples, de C.S. Lewis. Digo finalmente pois eu já deveria ter lido há mais tempo, já que se trata de um dos clássicos cristãos do século XX. No entanto, só agora surgiram as condições propícias para que eu me dedicasse à essa leitura.

Eu pretendia postar o já bem conhecido argumento de Lewis acerca da divindade de Jesus: Diante das coisas que Jesus disse, se Ele não é Deus, só pode ser um louco ou um demônio. Contudo, antes de postar o trecho do livro, fiz uma visita ao blog Vem Ver, e encontrei o vídeo abaixo, com o mesmo trecho do livro.

Então, se você quer relembrar C.S. Lewis ou que conhecer um pouco do Cristianismo Puro e Simples, assista o vídeo abaixo:

Categorias:C. S. Lewis, Outros