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Archive for the ‘Apologética’ Category

Chorar ou rir?

agosto 15, 2010 1 comentário

Paulo chorava ao reconhecer que muitos dos que andavam em meio a Igreja eram inimigos da cruz de Cristo (Fl. 3:18).

Apesar desse exemplo, muitos de nós fazem piadas sobre eles e transformam seu pecado, que os levará à perdição, em motivo para entretenimento, diversão e espetáculo.

Por que denunciar o erro?

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A atitude de quem faz da simples denúncia do erro e do engano um fim em si mesma, e não um meio para libertar pessoas, me entristece tanto quanto ver toda essa confusão e heresia que permeia o mundo chamado evangélico. Afinal, a apologética só faz sentido quando seu fim é fazer com que pessoas se voltem à Verdade, que é libertadora!

Patriarcado e Paternidade

agosto 13, 2010 2 comentários

Já foi extensamente noticiada a elevação de Renê Terranova da categoria de apóstolo à de patriarca. Tal notícia já despertou comentários como o de que agora haveria um “papa gospel”, posto que tanto a palavra “papa” como a “patriarca” significam pai. Já houve quem disse que isso não passa de mais uma atitude de quem busca expressar grandeza através de títulos. Também já foi dito que isso foi uma violação das palavras de Jesus em Mt. 23:9 – “E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus”.

Não pretendo usar este post para falar mais do que já foi dito. Quero antes aproveitar esse tema para chamar a atenção para apenas um fato que, apesar de sua grande importância, tem sido frequentemente ignorado por muitos: o fato de Jesus haver dito que um só é o nosso Pai, não quer dizer que não haja outros pais no meio da Igreja. Afinal, Aquele que disse “não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre” (Mt. 23:8), é o mesmo que dá mestres há Igreja (Ef. 4:11; At. 13:1). O que Jesus condena é o “ser chamado de …”, é a promoção por meio de títulos. E nesse sentido, até mesmo o título pastor seria um erro, posto que Jesus é o Pastor e Bispo das nossas almas (I Pe. 2:25).

Se não houvesse outros pais no meio da Igreja, Paulo teria cometido gravíssimo pecado, e por repetidas vezes. Afinal, ele se refere a Timóteo como seu “verdadeiro filho na fé” (I Tm. 1:2)  e seu “filho amado e fiel no Senhor” (I Co. 4:17). A Tito, ele se refere como sendo seu “verdadeiro filho, segundo a fé comum” (Tt. 1:4) e de Onésimo ele diz “meu filho Onésimo, que gerei entre algemas” (Fm 1:10). Paulo teria ainda cometido o mesmo erro ao dizer à toda a igreja em Corinto “admoesto-vos como meus filhos amados. … pois eu, pelo evangelho, vos gerei em Cristo Jesus” (I Co. 4:14,15).

Mas, o que Paulo pretendia ao chamar todas esses pessoas de filhos? Certamente, não pretendia ser chamado de “Patriarca Paulo”, “Papa Paulo I” e muito menos “Pai Paulo de Yeshua”. Para Paulo, ser pai é ser alguém que possa ser imitado. Aos seus filhos coríntios, Paulo diz “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.” (I Co. 11:1). À Timóteo ele diz:  “Tu, porém, tens seguido, de perto, o meu ensino, procedimento, propósito, fé, …” (II Tm.  3:10). Aos filipenses, Paulo declara “sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós” (Fp. 3:17) e aos tessalonicenses “vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, tendo recebido a palavra” (I Ts. 1:6).

Ter pai é ter alguém quem imitar, alguém que trabalhe para fazer de nós pessoas mais parecidas com Jesus. Por isso, precisa ser alguém que nos admoeste e tenha toda liberdade para dizer “Que preferis? Irei a vós outros com vara ou com amor e espírito de mansidão?” (I Co. 4:21). Ter Pai é ter alguém cujo sofrimento por seus filhos possa ser comparado ao de uma mãe: “meus filhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós” (Gl. 4:19).

Talvez não precisemos tanto de patriarcas, mas, com toda a certeza, temos a absoluta necessidade de pais. Dou graças a Deus por, em minha vida cristã, ter encontrado pessoas a quem posso considerar como pai. Por isso também, sinto-me desafiado a ser um.

Que você, caro leitor, também sinta-se desafiado a ter e a ser um pai.

Por que eu acredito na Bíblia?

março 4, 2010 2 comentários