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Raízes na profundidade e frutos no topo

Extraído da Revista Ultimato

Uma das promessas de Deus ao rei Ezequias garantia que o remanescente da casa de Judá tornaria a lançar raízes na profundidade e produziria frutos no seu topo (2 Rs 19.30, TEB).

Raízes para baixo e fruto para cima. Essa é uma associação inquestionável. A raiz não depende do fruto, mas o fruto depende da raiz. A raiz permanece oculta, debaixo da terra, e o fruto eleva-se para o alto, à vista de todos.

A preocupação do cristão deve ser com as raízes e com os frutos. Ele precisa e pode dar muito fruto. Todavia se ele não se preocupar com as raízes, a árvore vai secar e será lançada ao fogo (Mt 7.19). É por meio das raízes que a planta se forma, alimenta-se, cresce e dá frutos. Elas se arrastam sob a superfície do solo até os veios d’água e dele se abastecem (Jr 17.8).

Não se pode dar mais importância ao fruto do que à raiz. O fruto verdadeiro é uma conseqüência natural da raiz. O segredo está na raiz. Na parábola do semeador, Jesus deixou bem claro que a semente lançada em solo rochoso perde-se por completo porque, ao sair a plantinha, o sol a queima. Por não ter raiz, a planta é de “pouca duração” (Mt 13.1-23). É a raiz que dá sustentação à planta.

Deixando de lado a alegoria, raízes na profundidade e frutos no topo significam seriedade no relacionamento com Deus. Significam piedade pessoal autêntica. Significam vida devocional rica. Significam compromisso permanente com o Senhor. Significam renúncia de tudo aquilo que atrapalha a comunhão com Deus. Significam ausência total de hipocrisia. Significam apego a Jesus Cristo. Significam confiança absoluta em Deus.

A tentação de se preocupar mais com os frutos do que com as raízes é enorme por causa da satisfação pública. Os frutos estão no topo e não na profundidade da terra. E a tendência humana é zelar mais pela aparência do que pela profundidade. Não obstante, o fruto, a quantidade de fruto e a qualidade do fruto dependem da raiz: “Se alguém permanece em mim e Eu nele, esse dá muito fruto” (Jo 15.5, NVI).

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  1. Sandro Lourenço.
    setembro 7, 2010 às 5:53 pm

    E, se as primícias são santas, também a massa o é; se a raiz é santa, também os ramos o são.
    Romanos 11:16

    Sandro Lourenço.

  2. setembro 7, 2010 às 11:55 pm

    Me senti altamente enquadrado dentro de tudo que esse texto falou. Fui confrontado diametralmente (parece exagero, mas não é). Vou cuidar para que minhas raízes sejam profundas e ricas – bem fincadas nEle.

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