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A Cruz: loucura, glória e salvação

Hoje, sexta-feira chamada santa, um número expressivo de cristãos em todo o mundo estão relembrando a crucificação e morte do Senhor, numa série de celebrações que têm seu ponto alto no Domingo de Páscoa, quando estarão comemorando a Ressurreição. Há também uma parcela significativa de cristãos que não observam esta data, uma vez que não há uma orientação bíblica sobre o tema e por considerarem todos os dias iguais (Rm. 14:5). Contudo, este dia não deixa de nos oferecer mais uma oportunidade de pensarmos sobre o escândalo da cruz e o poder de sua mensagem. Por isso, quero dedicar os posts deste fim de semana ao tema da morte e ressurreição do Senhor.

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O Escândalo da Cruz

Autor: Robinson Cavalcanti

Fonte: Diocese Anglicana do Recife

O apóstolo Paulo resumindo o cerne da sua mensagem como missionário, afirmou:“Nada fiz conhecer entre vós do que a Cristo, e esse crucificado”. A cruz, desde os primórdios da história da Igreja – e hoje – tem sido considerada “um escândalo”. Humanamente, como pode um instrumento de execução vil do Império Romano ser transformada no símbolo maior da que é hoje a maior religião do mundo? Sabemos que três são os símbolos fundamentais para o Cristianismo: a manjedoura, a cruz e otúmulo vazio, e nem sempre todos os segmentos cristãos têm dado a devida importância a todos, ora enfatizando uns, ora não enfatizando outros. Mas eles são inseparáveis na economia da salvação.

As religiões do mundo – todas elas – negam e rejeitam a cruz e o seu significado, inseparável da Providência e da Graça de Deus, incompreensível para os que buscam a salvação na Lei, nas Obras, nas Mortificações ou na Reencarnação. Se a Graça é algo único, a Cruz também é algo único, como única é a fé gerada pelo Espírito Santo, que nos faz receber a Graça e aceitar as implicações da cruz.

Em tratando dos sacrifícios do Antigo Testamento, com os cordeiros imolados prefigurando o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, ensina a Palavra que: “sem derramamento de sangue não há salvação”. Pode ser difícil entender pelos olhos da carne, porque é um mistério insondável.

Mas, assim aprouve ao Pai agir em um Filho que se doou.

Muitas seitas paracristãs, como as Testemunhas de Jeová e os Mórmons, procuram“reinterpretar” o sentido da cruz; o mesmo se diga do Liberalismo Moderno e do Liberalismo Pós-Moderno, que acha “chocante”“irracional”“repulsivo” essa interpretação “forense” da cruz: alguém que toma o lugar de outro e paga a sua pena.

A obra de salvação se fez perfeitamente na cruz, e o sangue do seu Filho Jesus Cristo nos purifica de todo o nosso pecado, por ele somos lavados e justificados, e a cruz, que tem um lugar de honra em nossas igrejas, está vazia, porque Ele ali não ficou.

Por isso não podemos centrar a nossa mensagem em algo outro senão a cruz.

Por isso, contritos e com fé, cantamos “Rude Cruz”.

Cristo humilhou-se a Si mesmo e obedeceu à morte e morte de cruz. Por isso Deus O exaltou e lhe deu o nome que está acima de todos os nomes.

“Concede-nos misericordioso que, seguindo o caminho da cruz, seja este para nós vereda de vida e paz” (Livro de Oração Comum Brasileiro – LOCb).

  • Robinson Cavalcanti é bispo anglicano do Recife.
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