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Como não desperdiçar um tempo de enfermidade

O Catecismo Maior de Westminster responde à pergunta sobre o propósito da vida humana dizendo: “O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre”. Tal afirmação está em perfeita consonância com o que Paulo declarou ser o propósito de sua vida: “segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte (Fp. 1:20).

Fazer Cristo engrandecido em nossas vidas. Essa é a verdadeira forma de aproveitar a vida. Cristo é engrandecido todas as vezes em que lidamos com tudo o que temos, experimentamos e nos relacionamos, de tal forma que fique claro, expresso, evidente ao mundo que o nosso tesouro está em Cristo. Um exemplo disso é o nosso trato com o dinheiro. Cristo é engrandecido quando o mundo vê que nosso tesouro não está no dinheiro, mas nos Céus. Portanto, há pelo menos duas formas de engrandecer a Cristo no nosso trato com o dinheiro. Uma delas é a prática da generosidade (II Coríntios 9:12,13). A outra é a prática do contentamento, pela qual evidenciamos que nossa confiança e segurança estão em Deus e em seu cuidado por nós (Hebreus 13:5,6).

Ao experimentarmos um tempo de enfermidades, também encontramos oportunidades de engrandecermos a Cristo. No dia 14 deste mês, postei um texto sobre os 200 anos de Robert Kalley. Nesse texto citei sua conversão. Kalley passou do seu ateísmo para a fé em Jesus após ser impactado pela vida de uma de suas pacientes, uma senhora idosa e enferma, que expressava paciência e serenidade, mesmo em meio ao sofrimento, e atribuía essa serenidade ao fato de crer em Jesus. Ou seja, Jesus era o tesouro dessa mulher, e não a sua saúde. Mesmo com a saúde debilitada seus olhos permaneceram em Cristo.

O Dr. Francis S. Collins, um dos diretores do Projeto Genoma, em seu livro “A Linguagem de Deus”, também relata sua conversão dizendo que o que chamou sua atenção para a fé cristã foi a forma como seus pacientes religiosos passavam pela enfermidade e morte de modo diferente. Isso o atraiu a pesquisar sobre as religiões, até que na leitura do livro “Cristianismo Puro e Simples”, de C. S. Lewis, ele encontrou a fé cristã.

Recomendo a leitura do “Não desperdice seu câncer”, escrito por John Piper. Talvez você não aceite bem a expressão seu câncer“, utilizada pelo autor, uma vez que Jesus levou sobre si as nossas enfermidades. Você pode não enxergar o câncer como uma bênção, como Piper enxerga. Mas o texto é riquíssimo e edificante. Vale a pena ler e pensar sobre isso. Para ler o texto clique aqui.

Em Cristo,

Anderson Paz

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  1. setembro 24, 2009 às 1:31 am

    Eu tenho o livro do Collins. É maravilhoso. Os argumentos dele sobre Deus não ser um vovo legal e sim um pai é ótima. Beeeijo!

  2. setembro 24, 2009 às 1:32 am

    Ops. São ótimos. Hehe.

  3. Sandro Lourenço.
    setembro 24, 2009 às 11:29 am

    Sem dúvida alguma um verdadeiro cristão sempre irá encontrar motivos para glorificar a Jesus principalmente em situçãoes difíceis, pois quando o discípulo está fraco, aí é que está forte, porque a força de Deus é perfeição em sua fraqueza.

    Sandro Lourenço.

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