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Relatos Antigos

O que significa ser cristão?

Para te ajudar a pensar sobre isso, transcrevo abaixo dois trechos de relatos sobre cristãos, escritos por críticos do cristianismo no século II.

Luciano de Samosata, satírico grego:

Antes de tudo, esses infelizes estão convencidos de que são imortais e de que viverão para sempre. Por isso, desprezam a morte e muitos a enfrentam voluntariamente. Seu primeiro legislador os convenceu de que eram todos irmãos. A partir do momento em que renunciaram os deuses da Grécia, passaram a adorar seu sofista crucificado e amoldaram suas vidas aos seus preceitos. Eles também desprezam todos os bens, mantendo-os para uso comum […]. Se entre eles aparecer um hábil impostor, que saiba se beneficiar da situação, este se enriquecerá rapidamente pois poderá manipular como quiser essas pessoas que nada percebem”.

Plínio o Moço, governador da Bitínia, em carta ao imperador Trajano:

“Esta foi a regra que eu segui diante dos que me foram deferidos como cristãos: perguntei a eles mesmos se eram cristãos; aos que respondiam afirmativamente, repeti uma segunda e uma terceira vez a pergunta, ameaçando-os com o suplício. Os que persistiram mandei executá-los […]. Outros, cidadãos romanos portadores da mesma loucura, pus no rol dos que devem ser enviados a Roma.

[…]

Recebi uma denúncia anônima, contendo grande número de nomes. Os que negavam ser cristãos ou tê-lo sido, se invocassem os deuses segundo a fórmula que havia estabelecido, se fizessem sacrifícios com incenso e vinho para a tua imagem […] e, se além disso, amaldiçoavam a Cristo – coisas estas que são impossíveis de se obter dos verdadeiros cristãos – achei melhor libertá-los.

Outros […] disseram ser cristãos e depois o negaram: haviam sido e depois deixaram de ser […]. Todos estes adoraram a tua imagem e as estátuas dos deuses e amaldiçoaram a Cristo, porém, afirmaram que a culpa deles, ou o erro, não passava do costume de se reunirem num dia fixo, antes do nascer do sol, para cantar um hino a Cristo como a um deus; de obrigarem-se, por juramento, a não cometer crimes, roubos, latrocínios e adultérios, a não faltar com a palavra dada e não negar um depósito exigido na justiça. Findos estes ritos, tinham o costume de se separarem e de se reunirem novamente para uma refeição comum e inocente, sendo que tinham renunciado à esta prática após a publicação de um edito teu onde, segundo as tuas ordens, se proibiam as associações secretas”.

Extraído da página: http://www.veritatis.com.br/area/16

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Categorias:História da Igreja
  1. Ideraldo C Assis
    agosto 21, 2009 às 2:56 pm

    Me constrange ver o nível de nossos irmãos. A impressão que eles causavam e também a influência. Que nosso arrependimento ultrapasse o constrangimento e nos mova a viver um estilo de vida parecido…o mais próximo de Jesus.

  2. Sandro Lourenço.
    agosto 21, 2009 às 6:23 pm

    Como é bom ver estas publicações históricas que confirmam exatamente o que as Escrituras dizem…Em nossa geração somos responsáveis por reavivar este cristianismo puro e simples.

  3. agosto 22, 2009 às 6:08 pm

    Olá!…
    Muito bom tanto esse texto quanto o Blog.
    Fico feliz em ver blogueiros com essa bela visão.
    Um grande abraço!!!
    Valter Pitta

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