Como é fácil complicar o que é simples (1)
Nestes dias estive me recordando de uma das visitas do Franco (@francoamd7) à Curitiba, quando ele, ao estar reunido com os jovens, fazia a seguinte pergunta: qual é o segredo para experimentar a vontade de Deus? Assim que ele perguntou, imediatamente lembrei do texto de Paulo em Rm. 12:1-2 – “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.
Logo pensei que a resposta seria a entrega da vida a Deus, como sacrifício sobre Seu altar. Mas, apesar de ter pensado nisso, não respondi à pergunta, pois essa palavra sobre entrega, renúncia, sacrifício, apesar de forte e profunda, não era algo novo. Minha expectativa era de que o Franco compartilhasse algo novo, surpreendente. Entretanto, ao contrário do que eu esperava, a resposta do Franco era exatamente a que eu pensava no início. Ao término daquela reunião, apesar do peso e da profundidade daquela palavra, saí com a sensação de que não tinha ouvido nada de novo, mas reforçado princípios já conhecidos. De certa forma, minha expectativa não foi atingida.
Contudo, naquele momento percebi o Espírito Santo me dizendo que eu estava me sentindo daquele jeito, com a expectativa não alcançada, porque eu ainda não estava entendendo que a Palavra do Reino é simples, tão simples que todos os seus mandamentos podem ser resumidos em apenas dois: ame a Deus e ame o próximo.
Eu esperava informações novas, surpreendentes, impactantes, mas a vida cristã não consiste em saber cada vez mais informações bíblicas, mas em experimentar, cada vez com mais profundidade, verdades antigas. O impacto da Palavra em nossas vidas, não surge do fato de consistir numa nova informação, mas numa experiência nova, uma vivência diferente.
O Evangelho não nos traz uma sucessão interminável de ensinos. Jesus ordenou que, na obra de fazer discípulos, devem ser ensinadas todas as coisas que Ele ordenou (Mt. 28:18-20). Se são todas as coisas, logo não pode ser interminável. Paulo, aos presbíteros de Éfeso, disse que havia ensinado todo o conselho de Deus (At. 20:27). Ora, a vida cristã consiste em experimentar em novos níveis a Palavra que muitas vezes é a mesma. Por exemplo: há um mandamento para em tudo dar graças (I Ts. 5:18) . Num primeiro momento, aprendemos a dar graças nas situações boas, num outro nível aprendemos a dar graças numa situação ruim. O mandamento é o mesmo, mas as circunstâncias em que o experimentamos mudam. Num momento, aprendemos o contentamento na fartura, e em outro na escassez (Fp. 4:11-13). E é assim que nossa experiência com a Palavra pode ser nova todos os dias. A Palavra é a mesma, mas seu sabor se torna especial a cada situação em que ela é praticada. Não podemos ir à Bíblia como se fôssemos à uma biblioteca atrás de informações novas, novidades teológicas.
Me assusta a quantidade de publicações cristãs, livros, Bíblias comentadas, que são lançados todos os anos, enquanto que a Bíblia nos aponta o caminho de um ensino simples, mais voltado à prática do que ao acúmulo de informações. Essa sede por coisas novas tem sido fonte que alimenta o surgimento de heresias. Não é sem razão que Paulo orientou a Timóteo a fugir dos falatórios inúteis (II Tm. 2:16)
A doutrina de Jesus, que maravilhava aqueles que a ouviam (Mt. 7:28), consistia em mandamentos práticos como amar o inimigo, perdoar, etc (Mat. 5-7). A sã doutrina, segundo Paulo, consistia em mandamentos práticos para diferentes grupos: idosos, idosas, jovens etc (Tt 2). Quem ensina outra doutrina “é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas” (I Tm. 6:3-4),
Deveríamos lembrar das palavras de Paulo: “A mim, não me desgosta e é segurança para vós outros que eu escreva as mesmas coisas” (Fp. 3:1).
Paulo também nos alerta sobre a necessidade de nos mantermos fiéis à simplicidade e pureza devidas a Cristo (II Co. 11:3). Contudo, para nós é muito fácil complicar o que é simples. Essa é uma tentação em que nos envolvemos com muita facilidade. Devemos estar atentos e vigilantes, pois nos afastar da simplicidade é um dos objetivos do nosso adversário, que “anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (I Pe. 5:8).
Em Cristo,
Amanhã, 31 de outubro, serão celebrados 492 da Reforma Protestante. O movimento, deflagrado pelo monge agostiniano Martinho Lutero a partir da cidade de Wittenberg, mudou o curso da história do cristianismo ocidental. Com uma pregação que chamava a Igreja ao retorno às Escrituras, trazia à tona as verdades bíblicas da salvação pela graça mediante a fé, em oposição à venda de indulgências por parte do clero católico-romano. Atualmente, há cerca de 600 milhões de pessoas que se declaram protestantes. Destes, cerca de 73 milhões se denominam luteranos.
alguns grupos que se denominam luteranos, como a Igreja Evangélica Luterana dos EUA (ELCA) e a Igreja da Suécia. A primeira, em sua convenção realizada no mês de agosto, decidiu pela ordenação de homossexuais ao ministério
, pouco tem a ver com Lutero, para quem as Escrituras não eram simples literarura sobre Deus, mas a própria fonte de onde conhecemos toda a doutrina cristã. Hoje, precisamos cada vez mais reafirmar que temos na Bíblia nossa regra de fé e de conduta. Esse princípio tão caro à Lutero precisa ser recuperado.
Recentemente na cidade de Viamão, região metropolitana de Porto Alegre, o diretor e os professores de uma escola de ensino médio resolveram promover um mutirão para pintar o prédio. Todos participaram da iniciativa e graças a esse esforço, a obra ficou pronta num final de semana.
A letra e o espírito das Escrituras, e de todo o cristianismo, nos proíbem de supor que a vida na nova criação será sexuada; e isso reduz nossa imaginação a duas alternativas embaraçosas: corpos dificilmente reconhecíveis como humanos, ou um jejum perpétuo. Com relação ao jejum, penso que nossas atuais perspectivas sejam como as de uma criança que, se lhe contam que o ato sexual representa o mais elevado prazer físico, pergunta prontamente se é possível comer chocolate ao mesmo tempo. Ao receber uma resposta negativa, quem sabe ela passe a associar a sexualidade basicamente à ausência de chocolate. Seria inútil tentar lhe explicar que, em seu êxtase sexual, os amantes não estão interessados em chocolate, pois têm algo melhor em que pensar. O menino conhece bem o chocolate, mas nada de positivo que possa excluí-lo. A nossa situação é a mesma. Conhecemos a vida sexual; não conhecemos, exceto por vislumbres, aquilo que, no céu, não deixará espaço para ela. Assim, onde a plenitude nos aguarda, antecipamos o jejum. Negar que a vida sexual, como a entendemos agora, possa fazer parte da bem-aventurança final, não é necessariamente supor que a distinção entre os sexos irá desaparecer. Supõe-se que tudo que não for mais necessário para propósitos biológicos talvez sobreviva por seu esplendor. A sexualidade é o instrumento tanto da virgindade como da virtude conjugal; nem homens, nem mulheres terão de lançar fora as armas que vinham empregando com sucesso. Só os derrotados e fugitivos têm de lançar fora as suas espadas. Os vitoriosos desembainham as suas e as mantêm erguidas. “Além-do-sexual” seria um termo melhor do que “assexuada” para a vida no céu.

