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Archive for the ‘Igreja’ Category

Alguns pensamentos sobre disciplina

Outubro 28, 2009 andersonpaz 6 comentários

pregadorRecentemente assisti um vídeo em que o pastor que estava sendo entrevistado dizia que a igreja leva muito a sério o pecado sexual porque faz vista grossa para outros pecados, visto que é fácil enquadrar alguém no pecado sexual, e isso é mais difícil quando se trata de pecados como o orgulho, a avareza ou a maledicência. Ontem li um texto em que o autor questionava a razão pela qual pastores são afastados do púlpito por causa de adultério, mas não são por pecados como a mentira. Por isso, decidi repartir com vocês algumas reflexões sobre o tema disciplina.

Deus corrige seus filhos para que estes sejam participantes de Sua santidade. E nós recebemos de Deus o dever de cooperarmos com a santidade uns dos outros. Essa terefa é exercida pela prática das mutualidades (exortai-vos, admoestai-vos etc.) e de outras ações disciplinares. Não podemos fugir de textos como o de Gálatas 6:1

Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado”.

E o propósito dessa correção é a restauração de quem pecou:

disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade” (II Tm. 2:25,26).

O Novo Testamento é claro em ensino sobre a ação disciplinar da Igreja. Em Mateus 18:15-17,  Jesus nos instrui em como tratar o irmão que peca contra nós: “Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão …”.

Em I Coríntios 5, Paulo dá instruções àquela Igreja de como tratar uma grave situação de ordem sexual: “Geralmente, se ouve que há entre vós imoralidade e imoralidade tal, como nem mesmo entre os gentios, isto é, haver quem se atreva a possuir a mulher de seu próprio pai. (…) que o autor de tal infâmia seja (…) entregue a Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor”

Já na Igreja em Tessalônica o problema era com o pessoal que não queria trabalhar. Neste caso Paulo também dá orientações claras: “Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente (…) Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes fazendo coisas vãs. (…)  se alguém não obedecer à nossa palavra por esta carta, notai o tal, e não vos mistureis com ele, para que se envergonhe. Todavia não o tenhais como inimigo, mas admoestai-o como irmão” (II Ts. 3:6-15)

Para Timóteo, Paulo fala sobre a disciplina de presbíteros (pastores): “Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra (…) Aos que pecarem, repreende-os na presença de todos, para que também os outros tenham temor” (I Tm. 5:17-20).

À luz do Novo Testamento, tenho aprendido que a Igreja deve observar quatro aspectos ao disciplinar alguém.

1. Quem pecou?

Já que ” àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido” (Lc. 12:48), o pecado de um novo convertido não deve ser tratado da mesma forma que o de um pastor. Como já foi citado, Paulo dá a Timóteo orientações específicas sobre a disciplina de pastores.

Espera-se que os pastores sejam modelos do rebanho (I Pe. 5:1-3). Isso não quer dizer que eles sejam perfeitos e imunes ao pecado, mas  significa que devem ser modelos de vida até mesmo no momento de corrigir seus erros. A rebanho também precisa de exemplos de arrependimento. Neste aspecto, quero citar a experiência de Sérgio R. Franco [1], pastor que compõe o presbitério de uma comunidade na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ele foi a primeira pessoa a ser disciplinada nessa comunidade, tendo sido exposto publicamente. Contudo suas disciplinas fizeram com que o rebanho ficasse ainda mais próximo e fizeram com que ele ganhasse mais autoridade para tratar do tema.

2. Qual pecado?

Não existe pecadinho, pecado e pecadão. Qualquer pecado é grave o suficiente para nos levar ao inferno. Por isso todo pecado deve ser tratado com seriedade. Em minha experiência de vida em comunidade tenho conhecido casos de disciplina por preguiça, fofoca, ira, desordem financeira, distância em relação à família etc.. Sei que muitos não levam a sério esses assuntos, mas felizmente tenho conhecido gente que trata desses temas com a devida seriedade, e tenho visto os bons resultados dessa atitude.

Todos os pecados devem ser tratados com seriedade. Mas há um texto bíblico que nos aponta para uma distinção entre pecados cometidos fora do corpo e pecados cometidos contra o corpo: “Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo. Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (I Co. 6:18-20). Portanto, À luz desse texto e das complicadas experiências humanas na área da sexualidade, creio que pecados de ordem sexual precisam receber um tratamento específico.

3. Como veio à luz?

É evidente que há distinção quando a confissão é confissão voluntária e imediata, no cumprimento de Tiago 5:16 (“Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros”), ou quando o pecado é descoberto.

4. Há reincidência?

Como o arrependimento tem seus frutos, devemos considerar se há uma prática reincidente do pecado.

Com essas reflexões não pretendo esgotar o assunto. Mas desejo apenas que pensemos sobre o tema à luz das Escrituras, e não fiquemos limitados às nossas opiniões individuais.

Anderson Paz

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[1] – O relato de sua disciplina está no livro Perdão e Purificação.

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Não jogue palavras no lixo

Outubro 3, 2009 andersonpaz 5 comentários

pulpitoRecentemente assisti ao vídeo “Não derperdice seu púlpito”, de John Piper. A mensagem que esse vídeo transmite aos pastores não só é de grande importância, como também necessária, principalmente numa época em que tantos pastores, seduzidos pelos modismos e tantas outras coisas, deixam de pregar os pensamentos de Deus e passam a pregar seus próprios pensamentos. O convite de Piper aos pastores é para que eles preguem a Palavra de Deus, que é poderosa para produzir fé nos corações.

Contudo, essa mensagem deve ser estendida a toda a Igreja, uma vez que cada cristão possui o dever de anunciar a Palavra de Deus, seja no púlpito ou em qualquer outro lugar. Afinal, temos uma palavra sobre nós que diz: “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria…” (Cl. 3:16a).

Compartilhar a Palavra é um dever de todos.  E a cada momento surgem oportunidades para compartilhá-la. A Bíblia não registra que Jesus tenha usado um púlpito para pregar, mas diz ensinou assentado num monte (Mt. 5:1),  num barco (Marcos 4:1,2) e em muitos outros lugares. Na casa de Mateus, enquanto comia com pecadores, ensinou sobre misericórdia e arrependimento, além de responder perguntas sobre jejum (Mt. 9:9-17). Quando estava à mesa na casa de Simão, o fariseu, Jesus ensinou sobre perdão e amor a Deus (Lc. 7:6-50). Falou da Palavra durante uma caminhada com os discípulos em direção a Emaús (Lc. 24:13-32) e ensinou sobre o sábado enquanto colhia espigas pelas searas (Mt. 12:1-8). Depois de ter preparado um jantar para os discípulos, Jesus conversou com Pedro sobre sua missão de apascentar ovelhas (Jo. 21:9-18). Esses são apenas alguns exemplos do que Jesus ensinou, não de um púlpito ou numa reunião caseira de estudo bíblico, mas no seu dia-a-dia.

Jesus agia, em relação aos seus discípulos, da mesma forma que um pai deveria agir para com seus filhos: “Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma… Ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentados em vossa casa, e andando pelo caminho, e deitando-vos, e levantando-vos” (Dt. 11:18,19).

Todas as vezes que dois cristãos se encontram, há espaço para que a Palavra seja compartilhada. Seja em casa, num restaurante, numa caminhada. Contudo, isso é determinado pelo quanto de Palavra existe nesses corações, e não pela separação de um momento específico destinado a isso. Afinal, Jesus disse:“O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração” (Lc. 6:45).

Desejoso de viver essas coisas,

Anderson Paz

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Sacrifícios humanos

Setembro 30, 2009 andersonpaz 8 comentários

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Hoje lembrei de um pesadelo, que tive quando criança, em que eu era raptado e seria morto em uma espécie de ritual, um sacrifício religioso. Que bom que acordei antes que o sacrifício fosse realizado. Que alívio!

Mas, no decorrer da minha jornada cristã, cheguei à conclusão que Deus não apenas recebe sacrifícios humanos, como também espera isso de nós.

O sacrifício humano que Deus espera não é aquele praticado por pessoas que matam outras pensando estar prestando culto a Deus (João 16:2). Muito menos é o suicídio. Mas, à luz de Romanos 12:1, vemos que é o sacrifício que uma pessoa faz de si mesma, e é um sacrifício vivo.

Numa primeira leitura, como a palavra está relacionada à idéia de perda, renuncia, compreendo que esse sacrifício se realiza no cumprimento das palavras de Jesus: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mateus 16:24).  Ou numa vida de renuncia ao pecado, expressa nas palavras de Paulo: “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça” (Romanos 6:12,13).

Contudo, o livro de Números me ajudou a entender melhor qual é o sacrifício que Deus quer, pois nele estão registrados alguns sacrifícios humanos ofertados pelo sumo-sacerdote Arão:

“Arão apresentará os levitas como oferta movida perante o SENHOR, da parte dos filhos de Israel; e serão para o serviço do SENHOR. … Porás os levitas perante Arão e perante os seus filhos e os apresentarás por oferta movida ao SENHOR. E separarás os levitas do meio dos filhos de Israel; os levitas serão meus” (Números 8:11-14).

Os levitas foram apresentados como uma oferta, um sacrifício que consistia na consagração ao serviço no Templo. Hoje, uma vez que todos são sacerdotes (I Pedro 2:8), todos são levitas. E portanto são chamados por Deus à uma vida de serviço à Sua Casa, construída de pedras vivas (I Pedro 2:4), que é a Igreja (I Timóteo 3:15). Não foi isso que Jesus quis nos ensinar ao lavar os pés dos discípulos?

Deus nos chama para, ao mesmo tempo, sermos sacerdotes, templo (juntamente com outras pedras) e sacrifício.

Ser sacrifício vivo é servir, de forma consagrada, abnegada e amorosa. Servir com tudo: dons espirituais, talentos naturais, habilidades adquiridas, experiências vivenciadas, recursos. Implica em estar inserido numa comunidade que seja concebida como ambiente de serviço.

Devemos nos lembrar com freqüência de Hebreus 13:16: “Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação; pois, com tais sacrifícios, Deus se compraz”.

Que nossos sacrifícios sejam expressão de misericórdia, amor e compaixão (Oséias 6:6). E que, depois terminados nossos dias, possamos estar diante do Cordeiro e ouvir de Sua boca:

Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. … Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mateus 25:34-40).

Em Cristo,

Anderson Paz

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Marcianos, Venusianos e a Igreja

Setembro 27, 2009 andersonpaz 10 comentários

MarteEm Efésios 2:19, Paulo nos lembra de uma verdade que nunca deve ser esquecida: somos membros da família de Deus. João também nos lembra disso, quando declara que a todos os que receberam a Jesus lhes foi dado o poder de se tornarem filhos de Deus (João 1:12).

Já em Gênesis encontramos indícios de que Deus, com a criação do homem, pretendia formar uma família que expressasse Seu caráter, para o louvor da Sua glória. Criou o homem à Sua imagem e semelhança (Gênesis 1:26). E, como Ele não criou ninguém para a solidão (Salmo 68:6; Provérbios 18:1), fez homem e mulher (Gênesis 1:27), e deu a ordem para que se multiplicassem e enchessem a Terra.

Sabemos que o homem se desviou desse propósito. O fato do primeiro homicídio ter sido cometido entre irmãos é emblemático e demonstra, com toda clareza, como o pecado interferiu no propósito de Deus em formar uma família. Em vez de filhos de Deus, os homens se tornaram filhos da ira e da desobediência (Efésios 2:3, 4) e filhos do inferno (Mateus 23:15), merecedores da morte e do castigo (Romanos 6:23). A terra se encheu de maldade, violência, perversidade. “Não há um justo, nenhum sequer” (Romanos 3:10).

Contudo, diante de tudo isso, Deus não desistiu da raça humana. Ele não partiu para um plano B. O marcianospecado do homem, por mais terrível que seja, não é suficiente para fazer com que Deus desista do Seu propósito com o homem e partisse para criar os marcianos ou os venusianos, e começasse um novo propósito com eles. O propósito de Deus com o homem manteve-se de pé. Por isso, desde o início providenciou um retorno para o homem, através de Jesus: caminho, verdade e vida.

Portanto, todos os que passam por esse Caminho, estão retornando ao propósito. Ao se arrependerem, deixam o estado de rebelião e se rendem ao Reino que já é chegado: o Reino de Deus.

A Igreja, não como instituição, mas enquanto comunidade daqueles que, por meio de Jesus, se tornaram filhos de Deus, nada mais é do que o propósito de Deus resgatado e no caminho de sua completa realização. É a humanidade redimida, regenerada, que descobre o que é ser humano de verdade, pois a verdadeira humanidade consiste em expressar a imagem do Criador. A Igreja é a concretização do que Deus queria com a humanidade desde o princípio.

A Igreja está a caminho desse propósito. Jesus disse que a edificaria, e isso quer dizer que a obra ainda não está completa. Paulo disso que estava trabalhando para apresentar a Igreja como uma virgem pura a Cristo (2 Coríntios 11:2) e todo homem perfeito em Cristo Jesus (Colossenses 1:27,28)

Ao pensar sobre a Igreja (e não as igrejas-instituições), vejo que dentre as coisas que existem sobre a Terra, ela é o que existe de mais precioso. Afinal, ela é a família do Pai, e por isso não pode ser tocada pelo maligno (I João 5:18) e nem é vencida pelo mundo (I João 5:4). Do Filho, ela é o Corpo. Portanto, existe uma união tão grande entre Cristo e a Igreja, que Paulo, quando perseguia a Igreja, estava perseguindo o próprio Senhor (Atos 9:4). Receber a Igreja em sua casa, é receber o próprio Senhor (“Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” – Mateus 18:20). A Igreja também é a noiva de Cristo, e Ele é o principal interessado em guardar a honra e a dignidade de sua noiva.

Do Espírito Santo, a Igreja é Templo, Santuário construído por pedras vivas que somos nós (1 Pedro 2:4). Portanto, ao lidarmos com a Igreja, deveríamos, com temor, nos lembrar das palavras de Paulo: Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” (1 Coríntios 3:17).

Poderia dedicar esses espaço para falar muitas outras coisas sobre a Igreja. Contudo, o que já vimos já é suficiente para me fazer enxergar que, mesmo diante de decepções e frustrações em relação às igrejas-instituições, e ainda que eu encontre problemas no meio da  verdadeira Igreja (família de Deus), ainda assim ela é a coisa mais preciosa que eu poderia encontrar sobre a Terra, e por ela vale a pena gastar e se deixar gastar (I Coríntios 12:15). Por causa dos filhos de Deus, vale a pena suportar tudo (II Timóteo 2:10), pois um dia, o Senhor Jesus receberá sua noiva gloriosa.

Enquanto Deus não criar marcianos, é pela Igreja, a humanidade redimida, que tenho que lutar.

Em Cristo,

Anderson Paz

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O que é a Igreja?

Setembro 10, 2009 andersonpaz 4 comentários

“Escrevo-te estas coisas… para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade” (I Tm. 3:14,15)

“Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo”  (I Pe. 2:4).

Templos ou Igrejas?

Fevereiro 11, 2009 andersonpaz 2 comentários

Já faz muito tempo que não publico no Blog nenhum texto meu. Espero voltar a escrever em breve.

Hoje quero aproveitar este espaço para publicar um texto de autoria de Ed René Kivitz. Vale a pena ler.

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A respeito de coisas que eu não posso deixar de saber.

Você sabia que foi apenas no ano 190 d.C. que a palavra grega ekklesia, que traduzimos como igreja, foi pela primeira vez utilizada para se referir a um lugar de reuniões dos cristãos? Sabia também que esse lugar de reuniões era uma casa, e não um templo, já que os templos cristãos surgiram apenas no século IV, após a conversão de Constantino?

Você sabia que os cristãos não chamavam seus lugares de reuniões de templos até pelo menos o século V? Você sabia que o primeiro templo cristão começou a ser construído por Constantino, sob influência de sua mãe Helena, em 327 d.C., às custas de recursos públicos, e sua arquitetura seguia o modelo das basílicas, as sedes governamentais da Grécia e, posteriormente, de Roma, e dos templos pagãos da Síria?

Você sabia que as basílicas cristãs foram construídas com uma plataforma elevada acima do nível da congregação e que no centro da plataforma figurava o altar, e à sua frente a cadeira do Bispo, que era chamada de cátedra? Você sabia que o termo ex cathedra significa “desde o trono”, numa alusão ao trono do juiz romano, e, por conseguinte, era o lugar mais privilegiado e honroso do templo?

Você sabia que o Bispo pregava sentado, ex cathedra, numa posição em que o sol resplandecia em sua face enquanto ele falava à congregação, pois Constantino, mesmo após a sua conversão ao Cristianismo, jamais deixou de ser um adorador do deus sol? Você sabia que o atual modelo hierárquico do Cristianismo, que distingue clero e laicato, teve origem e ou foi profundamente afetado pela arquitetura original dos templos do período Constantino?

Você sabia que Jesus não fundou o Cristianismo, e que o que chamamos hoje de Cristianismo é uma construção religiosa humana, feita pelos seguidores de Jesus ao longo de mais de dois mil anos de história? Você sabia que o que chamamos hoje de Cristianismo está profundamente afetado por pelo menos três grandes eras: a era de Constantino, a era da Reforma Protestante e a era dos Avivamentos na Inglaterra e nos Estados Unidos? Você sabia que é praticamente impossível saber a distância que existe entre o que Jesus tinha em mente quando declarou que edificaria a sua ekklesia e o que temos hoje como Cristianismo Católico Romano, Protestante, Ortodoxo, Pentecostal, Neopentecostal e Pseudopentecostal?

Você sabia que os primeiros cristãos se preocuparam em relatar as intenções originais de Jesus com vistas a estender seu movimento até os confins da terra? Você sabia que este relato está registrado no Novo Testamento, mais precisamente nos Evangelhos e no livro de Atos dos Apóstolos? Você sabia que o terceiro evangelho, Evangelho Segundo Lucas, e o livro dos Atos deveriam formar no princípio uma só obra, que hoje chamaríamos de “História das origens cristãs”? Você sabia que os livros foram separados quando os cristãos desejaram possuir os quatro evangelhos num mesmo códice, e que isso aconteceu por volta de 150 d.C.? Você sabia que o título “Atos dos Apóstolos” surgiu nessa época, segundo costume da literatura helenística, que já possuía entre outros os “Atos de Anibal” e os “Atos de Alexandre”?

Nesse emaranhado de coisas que eu não sabia, três coisas eu sei. A primeira é que a crítica que o mundo secular faz ao Cristianismo institucional tem sérios fundamentos, ou como disse Tony Campolo: “Os inimigos estão parcialmente certos”. A segunda coisa que sei é que nesta Babel que vem se tornando o movimento evangélico brasileiro, está cada vez mais difícil identificar a essência do Evangelho de Jesus Cristo, nosso Senhor. A terceira coisa que sei é que vale a pena perguntar aos primeiros cristãos o que eles entenderam a respeito de Jesus, sua mensagem, sua proposta de vida e suas intenções originais. Vale a pena voltar à Bíblia. Não há outra fonte segura de informação e formação espiritual, senão a Bíblia Sagrada, especialmente o Novo Testamento.

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Não sabemos o que é Igreja

Extraído da revista Ultimato, março-abril/2002

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“Igreja não é templo, não é sinagoga, não é mesquita. Não é o santuário onde os fiéis se reúnem para cultuar a Deus. Igreja é gente, e não lugar. É a assembléia de pecadores perdoados; de incrédulos que se tornam crentes; de pessoas espiritualmente mortas que são espiritualmente ressuscitadas; de apáticos que passam a ter sede do Deus vivo; de soberbos que se fazem humildes; de desgarrados que voltam ao aprisco.

Igreja é mistura de raças diferentes, distâncias diferentes, línguas diferentes, cores diferentes, nacionalidades diferentes, culturas diferentes, níveis diferentes, temperamentos diferentes. A única coisa não diferente na Igreja é a fé em Jesus Cristo.

A Igreja não é igreja ocidental nem igreja oriental. Não é Igreja Católica Romana nem igreja protestante. Não é igreja tradicional nem igreja pentecostal. Não é igreja liberal nem igreja conservadora. Não é igreja fundamentalista nem igreja evangelical. A Igreja não é Igreja Adventista, Igreja Anglicana, Igreja Assembléia de Deus, Igreja Batista, Igreja Congregacional, Igreja Deus é Amor, Igreja Episcopal, Igreja Holiness, Igreja Luterana, Igreja Maranata, Igreja Menonita, Igreja Metodista, Igreja Morávia, Igreja Nazarena, Igreja Presbiteriana, Igreja Quadrangular, Igreja Reformada, Igreja Renascer em Cristo nem igrejas sem nome.

A Igreja é católica (universal), mas não é romana. É universal (católica) mas não é a Universal do Reino de Deus. É de Jesus Cristo, mas não dos Santos dos Últimos Dias. Porque é universal, não é igreja armênia, igreja búlgara, igreja copta, igreja etíope, igreja grega, igreja russa nem igreja sérvia. Porque é de Jesus Cristo, não é de Simão Pedro, não é de Miguel Cerulário, não é de Martinho Lutero, não é de Simão Kimbangu, não é de Sun Myung Moon, não é de João Paulo II.

Em todo o mundo e em toda a história, a única pessoa que pode chamar de minha a Igreja é o Senhor Jesus Cristo. Ele declarou a Cefas: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mt 16.18).

Não há nada mais inescrutável e fantástico do que a Igreja de Jesus Cristo. Ela é o mais antigo, o mais universal, o mais antidiscriminatório, o mais inexpugnável e o mais misterioso de todos os agrupamentos. Dela fazem parte os que ainda vivem (igreja militante) e os que já se foram (igreja triunfante). Seus membros estão entrelaçados, mesmo que, por enquanto, não se conheçam plenamente. Todos igualmente são “concidadãos dos santos” (Ef 2.19), “co-herdeiros com Cristo” (Ef 3.6; Rm 8.17) e “co-participantes das promessas” (Ef 3.6). Eles são nada menos e nada mais do que a Família de Deus (Ef 2.19; 3.15). Ali, ninguém é corpo estranho, ninguém é estrangeiro, ninguém é de fora. É por isso que, na consumação do século, “eles serão povos de Deus e Deus mesmo estará com eles” (Ap 21.3).

A Igreja de Jesus, também chamada Igreja de Deus (1 Co 1.2; 10.22; 11.22; 15.9; 1 Tm 3.5 e 15), Rebanho de Deus (1 Pe 5.2), Corpo de Cristo (1 Co 12.27) e Noiva de Cristo (Ap 21.2), tem como Esposo (Ap 21.9), Cabeça ( Cl 1.18 ) e Pastor (Hb 13.20) o próprio Jesus.

A tradicional diferença entre igreja visível e igreja invisível não significa a existência de duas igrejas. A Igreja é uma só (Ef 4.4). A igreja invisível é aquela que reúne o número total de redimidos, incluindo os mortos, os vivos e os que ainda hão de nascer e se converter. Eventualmente pode incluir pecadores arrependidos que nunca freqüentaram um templo cristão nem foram batizados. Somente Deus sabe quantos e quais são: “O Senhor conhece os que lhe pertencem” (2 Tm 2.19). A igreja visível é aquela que reúne não só os redimidos, mas também os não redimidos, muito embora passem pelo batismo cristão, se declarem cristãos e possam galgar posições de liderança. É a igreja composta de trigo e joio, de verdadeiros crentes e de pseudocrentes. Dentro da igreja visível está a igreja invisível, mas dentro da igreja invisível nunca está toda a igreja visível. A Igreja de Jesus é uma só, porém é conhecida imperfeitamente na terra e perfeitamente no céu”.

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Recomendo a leitura dos artigos da série Igreja nos Lares

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Precisamos de pais espirituais

É comum ouvir no meio da Igreja a frase: “Não olhe para o homem, olhe para Jesus”. Essa frase tem como objetivo alertar para o fato de que se colocarmos nossas expectativas e esperanças em homens, podemos nos decepcionar e nos frustrar, pois todos os homens são pecadores e, portanto, sujeito a erros. Nossos olhos precisam estar em Jesus.

Tudo isso é verdade. Precisamos olhar firmemente para Jesus, o Autor e Consumador da nossa fé. Mas, isso não elimina uma outra verdade: como cristãos, precisamos de modelos de fé, caráter, conduta e espiritualidade. Se não fosse assim, Paulo não teria escrito aos Coríntios: “Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo” (I Co. 11:1). Também não teria dito aos Filipenses:“Irmãos, sede meus imitadores, e atentai para aqueles que andam conforme o exemplo que tendes em nós” (Fp. 3:17) e “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus de paz será convosco” (Fp. 4:9). Ele também não teria dito a Timóteo “… Sê um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza” (I Tm. 4:12).

Paulo sabia muito bem que em nossa caminhada cristã precisamos de pessoas que sejam exemplos, modelos. Que sejam verdadeiros pais espirituais. Precisamos de gente que assuma essa responsabilidade. Que se gastem e se deixem gastar em favor dos discípulos de Jesus (II Co. 12:14,15).

Quero compartilhar com vocês esta pequena reflexão feita pelo Franco sobre a importância de pais espirituais na vida da Igreja. Recomendo também a leitura do artigo “A Igreja precisa de modelo”

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Ariovaldo Ramos – Quem é Jesus?

Abril 9, 2008 andersonpaz 1 comentário

Este é um vídeo que encontrei recentemente no YouTube com uma mensagem do Ariovaldo Ramos sobre dois tipos de igreja que foram formadas: a Igreja da multidão, que só se interessa pelo que Jesus pode lhes oferecer, e a Igreja dos discípulos de Jesus, que se preocupam em realmente imitá-Lo. E o que é necessário para que exista a Igreja dos discípulos? Apenas dois ou três reunidos em torno da pessoa de Jesus.

Depois de assistir esse vídeo, recomendo a leitura dos artigos da série Igreja Simples.

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O que Deus quer da Igreja?

Abril 3, 2008 andersonpaz 1 comentário
2ºArtigo da série Igreja Simples

Em meio à diferentes opiniões acerca da Igreja, não precisamos ficar entregues às especulações,como se não tivéssemos uma orientação clara e precisa da parte do Senhor sobre o assunto. Graças a Deus não estamos desorientados e sem direção, pois Ele deixou muito claro em Sua Palavra o que é a Igreja e o que espera dela.

Talvez ler este artigo seja meio cansativo para alguns, já que pretendo escrever sobre alguns conceitos básicos. Entretanto, eu não poderia seguir escrevendo sem lembrar esses conceitos, pois são bases para tudo o que espero compartilhar nos próximos artigos.

Faço isso por duas razões principais. A primeira é que a repetição das mesmas verdades produz segurança para nossa fé. É por isso que Paulo disse: ‘… Não me é penoso a mim escrever-vos as mesmas coisas, e a vós vos dá segurança (Fp.3:1). E a segunda razão é porque nós, como construtores da Igreja (somos cooperadores de Deus), devemos conhecer muito bem a planta que Deus desenhou, para compararmos nossa construção com o que Deus quer e sabermos se estamos no rumo certo ou se estamos nos desviando do projeto original.

Para falar sobre a Igreja, precisamos voltar ao Éden, à criação do homem. Deus criou o homem para a vida em família. Ele mesmo disse que não era bom que o homem vivesse só. E por isso criou a mulher e deu a ordem de crescer, multiplicar e encher a Terra. Deus formou uma família. A raça humana foi criada para ser uma família, a família de Deus, pois DEle todos nós somos geração (At. 17:28,29). Uma família cujos filhos reproduzissem a imagem (caráter) do Pai.

Ao lermos Gênesis 1:26-28 podemos dizer com clareza que o propósito de Deus ao criar a raça humana era o de ter uma família (‘… homem e mulher os criou’), de muitos filhos (‘frutificai e multiplicai-vos; enchei a terra’) conforme o Seu caráter (‘Criou, pois, Deus o homem à sua imagem’).

Como sabemos, o homem não cumpriu esse propósito. O pecado encontrou espaço no coração de Adão e de Eva, e eles se desviaram da vontade do Pai. A imagem de Deus no homem foi corrompida. Não demorou mais do que uma geração para que ocorresse o primeiro homicídio, que foi entre irmãos. Mas, apesar do pecado do homem, Deus não desistiu do seu propósito original. Como todos os descendentes do primeiro homem se tornaram incapazes de cumprir o propósito de Deus, Ele começou a levantar uma outra família para Si, em Cristo.

Do meio da raça humana, Ele levantou uma nova raça. E como fez isso? Através do Novo Nascimento. Todo aquele que recebe a Jesus como Senhor se torna filho de Deus (Jo. 1:12). Filhos que são gerados quando recebem a Palavra (Tg. 1:18; I Pe. 1:23), nascem da água e do Espírito (Jo. 3:1-8). O Novo Nascimento é representado no batismo, momento em que mais um filho de Deus é recebido em sua família: a Igreja. Pelo nascimento natural pertenço à uma família natural. Por meio do Novo Nascimento pertenço à uma família sobrenatural. Como Paulo disse:

‘Assim, pois, não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, antes sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus’ (Ef. 2:19)

Dessa forma, através do Novo Nascimento, o propósito de Deus está se cumprindo, ‘Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos’ (Rm. 8:29). Uma Família de muitos filhos à imagem de Jesus (que é a exata expressão do Pai).

Como filhos de Deus, somos chamados não apenas a amá-lo, mas a amar também todo aquele que dele é nascido (I Jo. 3:5), amar como Cristo nos amou (Jo. 13:34), dando a vida em favor dos nossos irmão (I Jo. 3:16). Isso é a Igreja. Não é templo, não é instituição, e nem é uma sucessão de reuniões e cultos. Igreja é a comunidade dos remidos, a comunhão dos santos, a família de Deus. É gente que tem uma vida em comum. Que vive, convive, reparte e compartilha. Citando Ed René Kivitz: ‘a salvação em Cristo é individual, mas a vida cristã é comunitária’ [1]. Ou, como escreveu Wolfgang Simson: ‘A Igreja é uma forma sobrenatural de vida comunitária’ [2].

As mais importantes figuras da Igreja no Novo Testamento apontam para a realidade de que a Igreja é uma família e enfatizam o relacionamento que existe entre os membros dessa família. Quando a Bíblia diz que a Igreja é o Corpo de Cristo, aponta para a conexão que há entre os membros (Cl. 2:19). Quando diz que a Igreja é o Santuário do Espírito, a Casa de Deus, aponta para pedras que não estão soltas, mas edificadas juntamente (Ef. 2:19-22). A Bíblia mostra a importância do relacionamento que deve haver entre os filhos de Deus.

Sei que tudo o que escrevi são conceitos básicos que a maioria sabe. Mas, será que nossa prática é coerente com o que sabemos? Será que nossos pensamentos sobre a Igreja se harmonizam com os pensamentos de Deus? Nestes últimos dias descobri uma forma de me avaliar quanto ao assunto, de saber se os meus pensamentos sobre a Igreja ser harmonizam com os pensamentos de Deus, e se de fato a Igreja é minha família (pois é isto que Deus quer). Fiz essa auto-avaliação através de duas reflexões, e descobri que ainda preciso experimentar muito mais da Igreja como família. Sugiro que você faça a mesma auto-avaliação, porque com certeza fará bem a você, assim como fez para mim. Reflita nas seguintes perguntas:

1. Dedique algum tempo para pensar sobre a família ou pelo menos no que deveria ser uma família (já que muitas pessoas cresceram sem família ou em famílias destruídas). Quando você pensa em uma família, quais são as primeiras imagens e lembranças que vêm à sua mente? Não falo de palavras, falo de imagens.

Talvez você lembre do carinho de seus pais, da companhia, amizade e brincadeiras com seus irmãos, do tempo que vocês passaram rindo e também chorando, dos conselhos e ensinos que seus pais te deram, da sala de estar ou da cozinha, daquele almoço especial e daquela sobremesa deliciosa, das festas de aniversário, de quando você tinha que arrumar a casa, das disciplinas e das correções dos seus pais, dos problemas que todas as famílias tem, mas que deveriam e devem ser resolvidos etc.. Enfim, são muitas as lembranças e imagens.

2. Agora, dedique um tempo para pensar sobre a Igreja. Quando você pensa na Igreja, que imagens vêm à sua mente? Talvez você pense em um templo, nos cultos, nas pregações, na música, no dia da tua conversão ou do teu batismo, na escola dominical, em reuniões tanto no templo como nas casas, reuniões de oração e de estudo bíblico, das células, de momentos de alegria nos quais você foi tocado por Deus etc..

Agora que você refletiu nas duas perguntas que fiz, tenho uma coisa pra compartilhar: Nossa compreensão da Igreja como família só estará completa no dia em que a palavra Igreja e a palavra Família nos levarem a pensar nas mesmas coisas, pois Igreja é Família.

Nossos pensamentos estarão harmonizados com os pensamentos de Deus quando ao ouvirmos a palavra Igreja pensarmos no carinho dos irmãos, da companhia, amizade e brincadeiras, no tempo passado juntos rindo, chorando ou simplesmente conversando, dos conselhos, ensinos e da Palavra de Deus compartilhada (‘A palavra de Cristo habite em vós ricamente, em toda a sabedoria; ensinai-vos e admoestai-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais,louvando a Deus com gratidão em vossos corações’ – Cl. 3:16), da sala de estar ou da cozinha da casa dos irmãos ou de sua própria casa, daquele almoço especial e daquela sobremesa deliciosa (‘… comiam juntos com alegria e singeleza de coração’- At. 2:46), das festas (Afinal, a Bíblia fala sobre as festas de Amor), das repreensões e das disciplinas (sempre buscando a restauração), dos problemas que as vezes surgem, mas que precisam ser tratados com confissão, perdão e humildade etc… E tudo isso cercado de oração, da Palavra e da presença de Jesus, pois, afinal, onde há dois ou três reunidos em Seu nome, aí Ele está presente, não importando o lugar.

Hoje, quero cada vez mais enxergar a Igreja como Família e deixar de reduzi-la à reuniões e eventos que não traduzem com fidelidade o que Deus quer de nós.

[1] Ed René Kivitz, Quebrando Paradigmas, pg. 63. Abba Press
[2] Wolfgang Simson, Casas que transformam o mundo: Igreja nos Lares. Ed. Evangélica Esperança