A loucura da oração
Oração foi o tema dos encontros que tivemos aqui em casa ontem. Conversamos sobre a oração como forma de expressarmos nossa dependência de Deus. Motivado por esses encontros, decidi compartilhar durante esta semana alguns temas sobre oração aqui no blog.
Em seu livro Práticas Devocionais, Elben M. Lenz César escreve o seguinte sobre o tema [1]:
“A oração parace uma decantada loucura. Como pode o homem comunicar-se com o próprio Deus em qualquer tempo, em qualquer lugar e em qualquer situação, se este é o Senhor de todo o Universo e aquele, um miserável habitante de um pequeno planeta que integra o sistema solar, que por sua vez é somente uma parte minúscula de uma galáxia chamada Via-Láctea, composta de mais de 100 bilhões de estrelas relativamente semelhantes ao Sol? O espanto é muito maior quando se sabe que existem 100 bilhões de galáxias …, além dos distantes e brilhantes quasares!
Mesmo não havendo seres inteligentes senão neste modesto planeta, como pode Deus ouvir as orações diárias que, pelo menos, os 1,6 bilhão de cristãos lhe dirigem?”
A essa pergunta, C. S. Lewis busca responder no vídeo abaixo.
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[1] – CÉSAR, Elben M. Lenz. Práticas Devocionais: Ultimato.
Demônios
A letra e o espírito das Escrituras, e de todo o cristianismo, nos proíbem de supor que a vida na nova criação será sexuada; e isso reduz nossa imaginação a duas alternativas embaraçosas: corpos dificilmente reconhecíveis como humanos, ou um jejum perpétuo. Com relação ao jejum, penso que nossas atuais perspectivas sejam como as de uma criança que, se lhe contam que o ato sexual representa o mais elevado prazer físico, pergunta prontamente se é possível comer chocolate ao mesmo tempo. Ao receber uma resposta negativa, quem sabe ela passe a associar a sexualidade basicamente à ausência de chocolate. Seria inútil tentar lhe explicar que, em seu êxtase sexual, os amantes não estão interessados em chocolate, pois têm algo melhor em que pensar. O menino conhece bem o chocolate, mas nada de positivo que possa excluí-lo. A nossa situação é a mesma. Conhecemos a vida sexual; não conhecemos, exceto por vislumbres, aquilo que, no céu, não deixará espaço para ela. Assim, onde a plenitude nos aguarda, antecipamos o jejum. Negar que a vida sexual, como a entendemos agora, possa fazer parte da bem-aventurança final, não é necessariamente supor que a distinção entre os sexos irá desaparecer. Supõe-se que tudo que não for mais necessário para propósitos biológicos talvez sobreviva por seu esplendor. A sexualidade é o instrumento tanto da virgindade como da virtude conjugal; nem homens, nem mulheres terão de lançar fora as armas que vinham empregando com sucesso. Só os derrotados e fugitivos têm de lançar fora as suas espadas. Os vitoriosos desembainham as suas e as mantêm erguidas. “Além-do-sexual” seria um termo melhor do que “assexuada” para a vida no céu.

