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Archive for Setembro, 2009

Sacrifícios humanos

Setembro 30, 2009 andersonpaz 8 comentários

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Hoje lembrei de um pesadelo, que tive quando criança, em que eu era raptado e seria morto em uma espécie de ritual, um sacrifício religioso. Que bom que acordei antes que o sacrifício fosse realizado. Que alívio!

Mas, no decorrer da minha jornada cristã, cheguei à conclusão que Deus não apenas recebe sacrifícios humanos, como também espera isso de nós.

O sacrifício humano que Deus espera não é aquele praticado por pessoas que matam outras pensando estar prestando culto a Deus (João 16:2). Muito menos é o suicídio. Mas, à luz de Romanos 12:1, vemos que é o sacrifício que uma pessoa faz de si mesma, e é um sacrifício vivo.

Numa primeira leitura, como a palavra está relacionada à idéia de perda, renuncia, compreendo que esse sacrifício se realiza no cumprimento das palavras de Jesus: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mateus 16:24).  Ou numa vida de renuncia ao pecado, expressa nas palavras de Paulo: “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça” (Romanos 6:12,13).

Contudo, o livro de Números me ajudou a entender melhor qual é o sacrifício que Deus quer, pois nele estão registrados alguns sacrifícios humanos ofertados pelo sumo-sacerdote Arão:

“Arão apresentará os levitas como oferta movida perante o SENHOR, da parte dos filhos de Israel; e serão para o serviço do SENHOR. … Porás os levitas perante Arão e perante os seus filhos e os apresentarás por oferta movida ao SENHOR. E separarás os levitas do meio dos filhos de Israel; os levitas serão meus” (Números 8:11-14).

Os levitas foram apresentados como uma oferta, um sacrifício que consistia na consagração ao serviço no Templo. Hoje, uma vez que todos são sacerdotes (I Pedro 2:8), todos são levitas. E portanto são chamados por Deus à uma vida de serviço à Sua Casa, construída de pedras vivas (I Pedro 2:4), que é a Igreja (I Timóteo 3:15). Não foi isso que Jesus quis nos ensinar ao lavar os pés dos discípulos?

Deus nos chama para, ao mesmo tempo, sermos sacerdotes, templo (juntamente com outras pedras) e sacrifício.

Ser sacrifício vivo é servir, de forma consagrada, abnegada e amorosa. Servir com tudo: dons espirituais, talentos naturais, habilidades adquiridas, experiências vivenciadas, recursos. Implica em estar inserido numa comunidade que seja concebida como ambiente de serviço.

Devemos nos lembrar com freqüência de Hebreus 13:16: “Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação; pois, com tais sacrifícios, Deus se compraz”.

Que nossos sacrifícios sejam expressão de misericórdia, amor e compaixão (Oséias 6:6). E que, depois terminados nossos dias, possamos estar diante do Cordeiro e ouvir de Sua boca:

Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. … Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mateus 25:34-40).

Em Cristo,

Anderson Paz

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Marcianos, Venusianos e a Igreja

Setembro 27, 2009 andersonpaz 10 comentários

MarteEm Efésios 2:19, Paulo nos lembra de uma verdade que nunca deve ser esquecida: somos membros da família de Deus. João também nos lembra disso, quando declara que a todos os que receberam a Jesus lhes foi dado o poder de se tornarem filhos de Deus (João 1:12).

Já em Gênesis encontramos indícios de que Deus, com a criação do homem, pretendia formar uma família que expressasse Seu caráter, para o louvor da Sua glória. Criou o homem à Sua imagem e semelhança (Gênesis 1:26). E, como Ele não criou ninguém para a solidão (Salmo 68:6; Provérbios 18:1), fez homem e mulher (Gênesis 1:27), e deu a ordem para que se multiplicassem e enchessem a Terra.

Sabemos que o homem se desviou desse propósito. O fato do primeiro homicídio ter sido cometido entre irmãos é emblemático e demonstra, com toda clareza, como o pecado interferiu no propósito de Deus em formar uma família. Em vez de filhos de Deus, os homens se tornaram filhos da ira e da desobediência (Efésios 2:3, 4) e filhos do inferno (Mateus 23:15), merecedores da morte e do castigo (Romanos 6:23). A terra se encheu de maldade, violência, perversidade. “Não há um justo, nenhum sequer” (Romanos 3:10).

Contudo, diante de tudo isso, Deus não desistiu da raça humana. Ele não partiu para um plano B. O marcianospecado do homem, por mais terrível que seja, não é suficiente para fazer com que Deus desista do Seu propósito com o homem e partisse para criar os marcianos ou os venusianos, e começasse um novo propósito com eles. O propósito de Deus com o homem manteve-se de pé. Por isso, desde o início providenciou um retorno para o homem, através de Jesus: caminho, verdade e vida.

Portanto, todos os que passam por esse Caminho, estão retornando ao propósito. Ao se arrependerem, deixam o estado de rebelião e se rendem ao Reino que já é chegado: o Reino de Deus.

A Igreja, não como instituição, mas enquanto comunidade daqueles que, por meio de Jesus, se tornaram filhos de Deus, nada mais é do que o propósito de Deus resgatado e no caminho de sua completa realização. É a humanidade redimida, regenerada, que descobre o que é ser humano de verdade, pois a verdadeira humanidade consiste em expressar a imagem do Criador. A Igreja é a concretização do que Deus queria com a humanidade desde o princípio.

A Igreja está a caminho desse propósito. Jesus disse que a edificaria, e isso quer dizer que a obra ainda não está completa. Paulo disso que estava trabalhando para apresentar a Igreja como uma virgem pura a Cristo (2 Coríntios 11:2) e todo homem perfeito em Cristo Jesus (Colossenses 1:27,28)

Ao pensar sobre a Igreja (e não as igrejas-instituições), vejo que dentre as coisas que existem sobre a Terra, ela é o que existe de mais precioso. Afinal, ela é a família do Pai, e por isso não pode ser tocada pelo maligno (I João 5:18) e nem é vencida pelo mundo (I João 5:4). Do Filho, ela é o Corpo. Portanto, existe uma união tão grande entre Cristo e a Igreja, que Paulo, quando perseguia a Igreja, estava perseguindo o próprio Senhor (Atos 9:4). Receber a Igreja em sua casa, é receber o próprio Senhor (“Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” – Mateus 18:20). A Igreja também é a noiva de Cristo, e Ele é o principal interessado em guardar a honra e a dignidade de sua noiva.

Do Espírito Santo, a Igreja é Templo, Santuário construído por pedras vivas que somos nós (1 Pedro 2:4). Portanto, ao lidarmos com a Igreja, deveríamos, com temor, nos lembrar das palavras de Paulo: Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” (1 Coríntios 3:17).

Poderia dedicar esses espaço para falar muitas outras coisas sobre a Igreja. Contudo, o que já vimos já é suficiente para me fazer enxergar que, mesmo diante de decepções e frustrações em relação às igrejas-instituições, e ainda que eu encontre problemas no meio da  verdadeira Igreja (família de Deus), ainda assim ela é a coisa mais preciosa que eu poderia encontrar sobre a Terra, e por ela vale a pena gastar e se deixar gastar (I Coríntios 12:15). Por causa dos filhos de Deus, vale a pena suportar tudo (II Timóteo 2:10), pois um dia, o Senhor Jesus receberá sua noiva gloriosa.

Enquanto Deus não criar marcianos, é pela Igreja, a humanidade redimida, que tenho que lutar.

Em Cristo,

Anderson Paz

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Jesus é um egocêntrico?

Setembro 24, 2009 andersonpaz 1 comentário

“Não devemos julgar que Deus proibiu o orgulho porque ele o ofende, ou que a humildade nos foi prescrita por causa de sua dignidade – como se o próprio Deus fosse orgulhoso. … A questão é simples: ele quer que nós o conheçamos, quer se doar para nós. O ser humano e ele são feitos de tal modo que, no momento em que efetivamente entramos em contato com ele, nos sentimos de fato humildes: deliciosamente humildes, aliviados de uma vez por todas do fardo das falsas crenças sobre nossa dignidade, que só serviam para nos deixar desassossegados e infelizes. Deus tenta nos tornar humildes para que esse momento seja possível” (C. S. Lewis. In: Cristianismo Puro e Simples).

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“A razão porque a Bíblia apresenta um Deus centrado em si mesmo, um Deus que se exalta, um Deus que nos chama a adorarmos a Ele… é porque se Ele não se fizesse supremo, se Ele não se fizesse central, se Ele não se exaltasse, Ele estaria escondendo de nós e nos destraindo da única realidade no universo para a qual fomos feitos” (John Piper).


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Jesus: Deus, um louco ou um diabo

Setembro 23, 2009 andersonpaz 3 comentários

Finalmente estou lendo o livro Cristianismo Puro e Simples, de C.S. Lewis. Digo finalmente pois eu já deveria ter lido há mais tempo, já que se trata de um dos clássicos cristãos do século XX. No entanto, só agora surgiram as condições propícias para que eu me dedicasse à essa leitura.

Eu pretendia postar o já bem conhecido argumento de Lewis acerca da divindade de Jesus: Diante das coisas que Jesus disse, se Ele não é Deus, só pode ser um louco ou um demônio. Contudo, antes de postar o trecho do livro, fiz uma visita ao blog Vem Ver, e encontrei o vídeo abaixo, com o mesmo trecho do livro.

Então, se você quer relembrar C.S. Lewis ou que conhecer um pouco do Cristianismo Puro e Simples, assista o vídeo abaixo:

CategoriasC. S. Lewis, Outros

Como não desperdiçar um tempo de enfermidade

Setembro 21, 2009 andersonpaz 3 comentários

O Catecismo Maior de Westminster responde à pergunta sobre o propósito da vida humana dizendo: “O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre”. Tal afirmação está em perfeita consonância com o que Paulo declarou ser o propósito de sua vida: “segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte (Fp. 1:20).

Fazer Cristo engrandecido em nossas vidas. Essa é a verdadeira forma de aproveitar a vida. Cristo é engrandecido todas as vezes em que lidamos com tudo o que temos, experimentamos e nos relacionamos, de tal forma que fique claro, expresso, evidente ao mundo que o nosso tesouro está em Cristo. Um exemplo disso é o nosso trato com o dinheiro. Cristo é engrandecido quando o mundo vê que nosso tesouro não está no dinheiro, mas nos Céus. Portanto, há pelo menos duas formas de engrandecer a Cristo no nosso trato com o dinheiro. Uma delas é a prática da generosidade (II Coríntios 9:12,13). A outra é a prática do contentamento, pela qual evidenciamos que nossa confiança e segurança estão em Deus e em seu cuidado por nós (Hebreus 13:5,6).

Ao experimentarmos um tempo de enfermidades, também encontramos oportunidades de engrandecermos a Cristo. No dia 14 deste mês, postei um texto sobre os 200 anos de Robert Kalley. Nesse texto citei sua conversão. Kalley passou do seu ateísmo para a fé em Jesus após ser impactado pela vida de uma de suas pacientes, uma senhora idosa e enferma, que expressava paciência e serenidade, mesmo em meio ao sofrimento, e atribuía essa serenidade ao fato de crer em Jesus. Ou seja, Jesus era o tesouro dessa mulher, e não a sua saúde. Mesmo com a saúde debilitada seus olhos permaneceram em Cristo.

O Dr. Francis S. Collins, um dos diretores do Projeto Genoma, em seu livro “A Linguagem de Deus”, também relata sua conversão dizendo que o que chamou sua atenção para a fé cristã foi a forma como seus pacientes religiosos passavam pela enfermidade e morte de modo diferente. Isso o atraiu a pesquisar sobre as religiões, até que na leitura do livro “Cristianismo Puro e Simples”, de C. S. Lewis, ele encontrou a fé cristã.

Recomendo a leitura do “Não desperdice seu câncer”, escrito por John Piper. Talvez você não aceite bem a expressão seu câncer“, utilizada pelo autor, uma vez que Jesus levou sobre si as nossas enfermidades. Você pode não enxergar o câncer como uma bênção, como Piper enxerga. Mas o texto é riquíssimo e edificante. Vale a pena ler e pensar sobre isso. Para ler o texto clique aqui.

Em Cristo,

Anderson Paz

Não desperdice seu câncer

Setembro 21, 2009 andersonpaz Deixe um comentário

Recomendo a leitura do texto abaixo, escrito por John Piper. Talvez você não aceite bem a expressão seu câncer“, utilizada pelo autor, uma vez que Jesus levou sobre si as nossas enfermidades. Você pode não enxergar o câncer como uma bênção, como Piper enxerga. Mas o texto é riquíssimo e edificante. Vale a pena ler e pensar sobre isso.

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piper_oneday03_2“Estou escrevendo este texto na véspera da cirurgia de câncer de próstata à qual eu serei submetido. Creio no poder de Deus para curar—por meio de um milagre e da medicina. Sei que é certo e bom orar pelos dois tipos de cura.

O câncer não é desperdiçado ao ser curado por Deus. Diante da cura, Deus receberá a glória. Então, não orar pela cura do câncer, fará alguém desperdiçar o seu câncer. Mas a cura não é o plano de Deus para todos e nem por isso ele deixará de ser glorificado, pois sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.

Existem muitas outras formas de alguém desperdiçar seu câncer. Estou orando por mim e por você, para que não desperdicemos esta dor.

1. Você desperdiçará seu câncer caso não creia que isto foi planejado por Deus.

Não diga que Deus apenas usa nosso câncer, mas que não o planeja. O que Deus permite, ele o faz por uma razão. Por conseguinte, está razão é sua vontade.

Se Deus prevê desenvolvimentos moleculares tornando-se cancerígenos, ele pode deter isto ou não. Se não, ele tem um propósito. Por ser infinitamente sábio, é correto chamar este propósito de plano. Satanás é real e causa muitos prazeres e dores. Mas ele não é a causa última. Assim, quando ele atacou Jó com úlceras (Jó 2.7), Jó atribuiu-as a Deus (2.10), e o escritor inspirado concorda: “e o consolaram de todo o mal que o Senhor lhe havia enviado” (Jó 42.11). Se você não crê que seu câncer lhe foi planejado por Deus, você o desperdiçará.

2. Você desperdiçará seu câncer caso creia que ele é uma maldição, e não uma bênção.

“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8.1). “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós” (Gálatas 3.13). “Contra Jacó, pois, não há encantamento, nem adivinhação contra Israel” (Números 23.23). “Porquanto o Senhor Deus é sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não negará bem algum aos que andam na retidão.” (Salmos 84.11)

3. Você desperdiçará seu câncer caso procure conforto em suas chances de recuperação em vez de procurá-lo em Deus.

O plano de Deus em relação ao seu câncer não é treiná-lo no cálculo de chances racionalista e humano. O mundo consegue conforto em estatísticas. Os cristãos não. Aliás, nem devem. Alguns contam seus carros (porcentagens de sobrevivência) e outros contam seus cavalos (efeitos colaterais do tratamento), mas nós confiamos no nome do Senhor, nosso Deus (Salmos 20.7). O plano de Deus está claro em 2 Coríntios 1.9: “portanto já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos”. O objetivo de Deus relativo ao seu câncer (entre várias outras coisas boas) é derrotar a autoconfiança em nosso coração para podermos descansar completamente nele.

4. Você desperdiçará seu câncer caso se recuse a pensar na morte.

Todos nós morreremos, caso Jesus não retorne em nossos dias. Não pensar sobre como seria deixar esta vida e encontrar Deus é tolice. Eclesiastes 7.2 diz: “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete; porque naquela se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração”. Como você pode aplicar esta verdade a seu coração se não pensa nela? O Salmos 90.12 diz: “Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios”. Contar seus dias significa pensar sobre quão poucos eles são e que terminarão. Como você conseguirá um coração sábio se você se recusa a pensar nisto? Que desperdício, caso não pensemos sobre a morte!

piper_oneday03_15. Você desperdiçará seu câncer caso pense que “vencê-lo” significa sobreviver e não aproximar-se de Cristo.

Os planos de Deus e os planos de Satanás para seu câncer não são os mesmos. Satanás deseja destruir seu amor por Cristo. Deus planeja aprofundá-lo. Da perspectiva do Reino, amarmos mais a Deus é mais importante do que sermos curados por ele. O câncer não vencerá se você morrer, apenas se você falhar em aproximar-se de Cristo. O plano de Deus para a sua vida é privá-lo do alimento do mundo e satisfazê-lo com a suficiência de Cristo. Isto tem o objetivo de ajudá-lo a dizer e a sentir: “tenho também como perda todas as coisas [inclusive a minha saúde e a minha vida!] pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor”. E saber, portanto, que “o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Filipenses 3.8; 1.21).

6. Você desperdiçará seu câncer caso gaste mais tempo lendo sobre o câncer do que sobre Deus e a sua Palavra.

Não é errado ler sobre o câncer. Ignorância não é virtude. Mas, o desejo de saber mais e mais, e a falta de zelo pelo conhecimento contínuo de Deus é sintomático no incrédulo. Da perspectiva de Deus, o objetivo do câncer é acordar-nos para a realidade de Deus, colocar sensações e força no mandamento “Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Oséias 6.3), acordar-nos para a verdade de Daniel 11.32: “O povo que conhece ao seu Deus se tornará forte, e fará proezas”, tornar-nos carvalhos indestrutíveis e firmes: “antes tem seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e noite. Pois será como a árvore plantada junto às correntes de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cuja folha não cai; e tudo quanto fizer prosperará.” (Salmos 1.2, 3). Que desperdício será lermos dia e noite sobre o câncer e nada a respeito de Deus!

7. Você desperdiçará seu câncer caso se isole em vez de aprofundar seus relacionamentos, manifestando afeição.

Quando Epafrodito trouxe os presentes enviados pela igreja de Filipos para Paulo, ele ficou doente e quase morreu. Paulo diz aos filipenses: “porquanto ele tinha saudades de vós todos, e estava angustiado por terdes ouvido que estivera doente” (Filipenses 2.26). Que reação maravilhosa! Não diz que estavam angustiados porque Epafrodito estava doente, mas que ele estava angustiado porque os filipenses ouviram que ele estava doente. Este é o tipo de coração que Deus pretende criar com o câncer: o coração profundamente afetivo e preocupado com as pessoas. Não desperdice seu câncer voltando-se para si mesmo.

8. Você desperdiçará seu câncer caso se entristeça como quem não tem esperança.

Paulo usa esta expressão para designar pessoas cujos entes queridos haviam morrido: “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança” (1Tessalonicenses 4.13). Existe tristeza na morte. Mesmo para o crente que morre, há uma perda temporária—a perda do corpo, de entes queridos e do ministério terreno. Mas a tristeza é diferente—é permeada pela esperança: “desejamos antes estar ausentes deste corpo, para estarmos presentes com o Senhor” (2 Coríntios 5.8). Não desperdice seu câncer ficando triste como quem não tem esta esperança.

9. Você desperdiçará seu câncer caso trate o pecado tão normalmente quanto antes.

Seus pecados freqüentes permanecem tão atrativos quanto antes de você ter câncer? Se a resposta for afirmativa, então você está desperdiçando seu câncer. O câncer foi planejado para destruir o apetite pelo pecado. Orgulho, ganância, luxúria, ódio, falta de perdão, impaciência, preguiça, procrastinação—todos estes são adversários que o câncer deve atacar. Não pense apenas em lutar contra o câncer. Pense também em usá-lo. Todas estas coisas são piores que o câncer. Não desperdice o poder do câncer para esmagar estes adversários. Deixe a presença da eternidade tornar os pecados temporais tão fúteis como eles realmente são. “Pois, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, e perder-se, ou prejudicar-se a si mesmo?” (Lucas 9.25).

10. Você desperdiçará seu câncer caso falhe em utilizá-lo como meio de testemunhar a verdade e a glória de Cristo.

Os cristãos nunca se encontram em determinado lugar por acidente. Existem razões para as quais somos levados onde estamos. Considere o que Jesus diz sobre circunstâncias inesperadas e dolorosas: “Mas antes de todas essas coisas vos hão de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Isso vos acontecerá para que deis testemunho” (Lucas 21.12-13). Assim também é com o câncer. Essa será uma oportunidade para testemunhar. Cristo é infinitamente digno. Aqui está uma oportunidade de ouro para mostrar que Jesus vale mais que a vida.

Não a desperdice o seu câncer. Lembre-se de que você não foi deixado sozinho; terá a ajuda necessária: “Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus” (Filipenses 4.19).

Por que 1 ano e meio?

Setembro 19, 2009 andersonpaz 1 comentário

A data de hoje é especial por duas razões. A primeira delas é porque hoje comemoro 3 anos da minha chegada a Curitiba. A segunda é porque hoje este blog completa 1 ano e meio de existência. O blog começou a funcionar no dia 19/03/2008, ainda de forma experimental, e em 01/04 do mesmo ano seu funcionamento assumiu caráter definitivo. O primeiro post foi intitulado Um ano e meio em Curitiba, que originalmente havia sido publicado no site da AMD.

Durante seu primeiro mês de existência, o blog funcionou ativamente, com a publicação de um post a cada dois dias, em média. Contudo, depois desse período o número de postagens foi reduzido, até que o blog passou por um período de seis meses sem nenhuma atualização. Na primeira metade de 2009, comecei a dar alguns passos rumo à retomada do funcionamento do blog. Contudo, a data que marcou essa retomada foi o dia 17 do último mês de agosto, dia em que publiquei o post Testemunhas, e não advogados. Desde então tenho buscado manter o blog com, no mínimo, duas atualizações semanais. O número de visualizações tem crescido a cada semana, e a resposta dos leitores tem me animado a continuar desenvolvendo este espaço.

Quero agradecer a Deus, minha inspiração para manter este blog, por esses 18 meses que se completam hoje. Quero também agradecer a você, visitante e leitor do material que aqui é publicado, por todo ânimo e apoio que tenho recebido. Muito obrigado!

Em Cristo,

Anderson Paz

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A revogação do inferno

Setembro 17, 2009 andersonpaz 3 comentários
Extraído da Revista Ultimato

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Por João Heliofar de  Jesus Villar

“Phillip Roth é hoje um dos mais respeitados escritores nos Estados Unidos. Frequentemente seu nome é mencionado nas cogitações do Prêmio Nobel de Literatura. Num estilo seco, agradável de ler, em histórias que sempre tem como pano de fundo a realidade judaica americana, seus romances ganharam o mundo.

Em sua última obra, “Indignação”, o autor narra a saga de um jovem judeu, filho de um açougueiro kosher, que, durante a guerra da Coreia, consegue se livrar do alistamento, mantendo-se na universidade. Porém, inscrito em uma instituição cristã profundamente conservadora, o aluno se vê sob o risco de expulsão continuamente, pois não aceitava as restrições impostas pela faculdade, especialmente o dever de frequentar cultos semanalmente. O romance gira em torno dessa tensão; isto é, o aluno, que sustentava sua rebeldia como uma questão de honra, equilibrava-se numa corda bamba, pois, caso fosse expulso, teria de enfrentar as trincheiras geladas da guerra do extremo oriente.

A história constitui pano de fundo para mais um ataque cruel ao cristianismo e revela como o caldo de cultura ocidental está cada vez mais hostil à fé. Mesmo um autor sofisticado como Roth não consegue vencer a tentação de passar uma visão maniqueísta do confronto do jovem rebelde com a direção de uma instituição cristã.

Num diálogo com o diretor da faculdade de direito (um “apaixonado por Jesus”), o jovem judeu afirma com grande orgulho que é ateu e que Bertrand Russel já havia demonstrado suficientemente a total falta de lógica dos argumentos a favor da existência de Deus, na obra “Por que não sou cristão”. E acrescenta que Russel teria afirmado com toda propriedade que Jesus não poderia jamais ser tido na conta de um bom mestre, tendo em vista os seus ensinos sobre o inferno. A doutrina do inferno seria completamente inaceitável, suficiente para arruinar a reputação de Cristo, por mais elevados que fossem os demais ensinos éticos firmados nos evangelhos. Diante desse ataque, o diretor da faculdade de direito se limita a fazer ataques à conduta pessoal de Bertrand Russel, que seria uma figura amoral, adúltero etc. Do ponto de vista racional, porém, suas críticas seriam irrespondíveis.

A história se passa nos anos 50, mas é bastante atual, com a diferença de que hoje, nas universidades, a posição dominante é a do herói de Roth, especialmente no corpo docente. E a tendência de hostilização intelectual é tão forte e crescente que intimida abertamente os cristãos mais ortodoxos.

Uma prova de que a intimidação já chegou ao centro da igreja é o silêncio envergonhado nos púlpitos a respeito do inferno. Se hoje Jonathan Edwards pregasse “Pecadores nas mãos de um Deus irado” em qualquer lugar, perderia imediatamente seu cargo de reitor da Universidade de Princeton, seria escorraçado da igreja, e ninguém mais ouviria falar no seu nome. Talvez os conceitos de Russel a respeito do tema tenham se infiltrado no inconsciente cristão de tal modo que ninguém consiga tratar do assunto sem suscitar em si um profundo sentimento de culpa diante do ouvinte secular.

Na verdade, se fosse possível, talvez convocássemos um concílio para revogar o inferno por algum tipo de decreto a fim de que fosse declarada a paz com a modernidade e ninguém falasse mais nisso. Falaríamos apenas em amor, graça e tolerância, temas tão caros à piedade moderna. Que o inferno vá para o inferno. Talvez ficasse difícil explicar para quê serve a salvação — seremos salvo do quê, exatamente? Mas, por certo, teríamos um verniz intelectual muito mais elegante perante nossos interlocutores seculares. Afinal, não é a eles que devemos agradar?”

• João Heliofar de Jesus Villar, 45 anos, é procurador regional da República da 4ª Região (no Rio Grande do Sul) e cristão evangélico.
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Ele tomou o cálice!

Setembro 15, 2009 andersonpaz 1 comentário

O Brado do Amaldiçoado

Setembro 14, 2009 andersonpaz 2 comentários

“Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Isaías 53:4,5)

“Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados” (I João 4:10).

“Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gálatas 2:21,22).