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Archive for Agosto, 2009

O Livro e o preguiçoso

Agosto 30, 2009 andersonpaz 3 comentários

Na última semana assisti o documentário O Livro Perigoso, produzido pela missão Portas Abertas. É um filme curto, de apenas 22 min., mas muito edificante e enriquecedor. Sempre é confrontante ver como os cristãos que estão sob perseguição se relacionam com as Escrituras. Enxergam nelas tanto valor, a tal ponto que passa a valer a pena pôr a vida em risco por elas. Nelas estão um tesouro de inestimável valor.

De fato a Biblia constitui um tesouro preciosíssimo. Afinal, por sua paciência e consolação temos esperança (Romanos 15:4), e  ela é inspirada por Deus e útil para nos aperfeiçoar para que estejamos preparados para toda boa obra (II Timóteo 3:16,17).

Tenho pensado sobre o nosso relacionamento com as Escrituras. Ao entrarmos em qualquer livraria encontramos uma diversidade enorme de Bíblias, que variam de acordo com a tradução (RC, RA, NVI etc..), corrente teológica (de Genebra, de Estudo Pentecostal, etc..), por tema destacado (das Promessas, de Batalha Espiritual etc..), público destinatário (teens, da Mulher, etc) ou simplesmente pela cor da capa.

Com tanta varidedade de Bíblias, qual é o uso que temos feito dela? Muitas vezes nos comportamos como o preguiçoso de Provérbios 26:15 -“O preguiçoso mete a mão no prato e não quer ter o trabalho de a levar à boca”. Compramos Bíblias, mas nos enfadamos de ler, meditar e examiná-la. Desprezamos o tesouro que o Senhor depositou nelas.

Devemos nos lembrar de um outro provérbio: “O preguiçoso deseja e nada tem, mas a alma dos diligentes se farta” (Pv. 13:4), e orarmos pedindo a Deus que abra os nossos olhos para que contemplemos as maravilhas depositadas em Sua Palavra.

“Senhor, o que quer que faças conosco, não tires a Bíblia de nós; mata nossos filhos, queima as nossas casas, destrói os nossos bens, mas poupa-nos a tua Bíblia, não tires de nós a tua Bíblia” – John Rogers (1572-1636)

O Livro Perigoso (trailler)

O que significa ser cristão?

Agosto 29, 2009 andersonpaz 3 comentários

Ainda não li o livro A Cabana, mas  acerca dele ouvi elogios e críticas. Pude conferir trechos do livro, e o que me chamou atenção foi o momento em que o personagem Jesus declara que os que o amam estão em todos os sistemas e Ele não tem o desejo de torná-los cristãos, mas quer se juntar a eles em “um processo para se transformarem em filhos e filhas do Papai”.

Dependendo do significado da palavra cristão, talvez Jesus realmente não queira que as pessoas se tornem cristãs. O termo que surgiu no primeiro século, na cidade de Antioquia, fazendo referência aos discípulos de Jesus, hoje  é usado para designar uma enorme variedade de comportamentos e crenças,  que não apenas são diferentes entre si, como são antagônicas, diametralmente opostas, irreconciliáveis. O termo cristão é aplicado à Igreja Católica Romana, com sua moral sexual conservadora, exigindo o celibato de seus sacerdotes e proibindo o uso de métodos contraceptivos por parte dos fiéis, mas também é aplicado à Igreja Episcopal dos EUA, que em 2004 ordenou Gene Robinson ao episcopado, fazendo dele seu primeiro bispo homossexual. Sob a designinação de cristãos são incluídos tanto a Ku Klux Klan como Martin Luther King. Tanto as Cruzadas e a Inquisição, no passado, como os movimentos ecumênicos, no presente. Quem faz votos de probreza e quem prega a teologia da prosperidade. George Bush e Barack Obama, etc..

Afinal, o que significa ser cristão?

O termo surgiu para designar os seguidores de Jesus, seus discípulos. E disso não tenho dúvida alguma: Jesus quer que pessoas de todas as nações se tornem seus discípulos (Mt. 28:18-20). E, diferentemente do uso que tem sido feito do termo cristão na atualidade, Jesus definiu com muita clareza, precisão e exatidão quem são os seus discípulos.

O discípulo é quem dedica sua vida a  cumprir todas as coisas que Jesus ordenou (Mt. 28:20). Suas palavras devem ser recebidas como algo muito maior do que um conselho, uma orientação ou uma sugestão. Elas são mandamentos, e a expressão de amor que Jesus espera de nós é a obediência (Jo. 14:21).

O discípulo é aquele que decidiu aborrecer a todos, e a própria vida, por amor a Jesus (Lc. 14:26). Isso significa que minhas escolhas cotidianas são determinadas pelo decisão que tomei de agradar a Jesus em tudo, mesmo que isso venha a aborrecer a pessoas que eu amo ou a mim mesmo.

Ser discípulo é viver de forma abnegada, tomando a cada dia a cruz (Lc. 9:23), a qual não pode ser encarada como uma adversidade pela qual passamos involuntariamente. A cruz, antes de tudo, é uma escolha deliberada, consciente e voluntária. A cruz foi uma escolha na vida de Jesus, pois ninguém poderia tirar sua vida, mas ele espontaneamente a deu (Jo. 10:17,18). A cruz era a vontade do Pai para Jesus. Portanto, tomar a cruz é abraçar a vontade de Deus, mesmo quando isso nos faz passar por desgaste, sofrimento, dor e morte.

Ser discípulo é renunciar a tudo o que tem (Lc. 14:33). É viver com total despreendimento das coisas da terra, uma vez que somos peregrinos e nosso tesouro está nos céus. Se temos alguma coisa aqui, temos que viver de forma que demonstre que o nosso tesouro não está nessas coisas, mas em Cristo.

Ser discípulo é permanecer na palavra de Jesus (João 8:31). É ser alimentado por essa Palavra, ser limpo por ela, e viver praticando (Mt. 7:24-27).

Portanto, o autor de A Cabana se equivoca quanto à vontade de Jesus. Mesmo que o termo cristão esteja sendo usado indiscriminadamente, Jesus continua querendo cristãos, discípulos. Contudo, quem carrega o nome de cristão sem atender ao que Jesus espera de seus seguidores, não é digno de levar esse nome (Mt. 10:37-38), e poderá ouvir do próprio Senhor: “Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”. Para esses, tenho uma palavra: Ainda há tempo para arrependimento.

Anderson Paz

Jovens Moravianos

Agosto 28, 2009 andersonpaz 7 comentários

O que significa ser cristão?

Extraído do blog Voltemos ao Evangelho

Uma história de amor a Deus

“Iniciado em Hernhut, Alemanha no século 18, o movimento de oração continua (24 horas) chamado Moravianos durou por quase 100 anos, e eles não oravam por aquilo que não estavam dispostos a ser a resposta.

Dois jovens Moravianos, de 20 anos ouviram sobre uma ilha no Leste da Índia cujo dono era um Britânico agricultor e ateu, este tinha tomado das florestas da África mais de 2000 pessoas e feito delas seus escravos, essas pessoas iriam viver e morrer sem nunca ouvirem falar de Cristo.

Esses jovens fizeram contato com o dono da ilha e perguntaram se poderiam ir para lá como missionários, a resposta do dono foi imediata: ” Nenhum pregador e nenhum clérico chegaria a essa ilha para falar sobre essa coisa sem sentido”. Então eles voltaram a orar e fizeram uma nova proposta: “E se fossemos a sua ilha como seus escravos para sempre?”, o homem disse que aceitaria, mas não pagaria nem mesmo o transporte deles. Então os jovens usaram o valor de sua propria venda para custiar sua viagem.

No dia que estavam no porto se despedindo do grupo de oração e de suas familias o choro de todos era intenso, pois sabiam que nunca mais veriam aqueles irmãos tão queridos, quando o navio tomou certa distância eles dois se abraçaram e gritaram suas ultimas palavras que foram ouvidas: “QUE O CORDEIRO QUE FOI IMOLADO RECEBA A RECOMPENSA DO SEU SOFRIMENTO”.

Estou convencido que não devo orar se não estou disposto a ser resposta pelo o que estou orando. “… Deus é poderoso pra fazer muito mais…. de acordo com Seu poder que opera em nós” (Ef. 3:20)

Relatos Contemporâneos

Agosto 27, 2009 andersonpaz 2 comentários

O que significa ser cristão?

Para que você continue pensando sobre isso, indico que você se informe sobre o que tem ocorrido com cristãos em regiões como Orissa (Índia).

orissa

Relatos Antigos – martírio de Policarpo

Agosto 22, 2009 andersonpaz 1 comentário

O que significa ser cristão?

Para te ajudar nessa reflexão, indico a pregação de John Piper sobre o martírio de Policarpo, bispo da cidade de Esmirna, do século II.

Relatos Antigos

Agosto 21, 2009 andersonpaz 3 comentários

O que significa ser cristão?

Para te ajudar a pensar sobre isso, transcrevo abaixo dois trechos de relatos sobre cristãos, escritos por críticos do cristianismo no século II.

Luciano de Samosata, satírico grego:

Antes de tudo, esses infelizes estão convencidos de que são imortais e de que viverão para sempre. Por isso, desprezam a morte e muitos a enfrentam voluntariamente. Seu primeiro legislador os convenceu de que eram todos irmãos. A partir do momento em que renunciaram os deuses da Grécia, passaram a adorar seu sofista crucificado e amoldaram suas vidas aos seus preceitos. Eles também desprezam todos os bens, mantendo-os para uso comum [...]. Se entre eles aparecer um hábil impostor, que saiba se beneficiar da situação, este se enriquecerá rapidamente pois poderá manipular como quiser essas pessoas que nada percebem”.

Plínio o Moço, governador da Bitínia, em carta ao imperador Trajano:

“Esta foi a regra que eu segui diante dos que me foram deferidos como cristãos: perguntei a eles mesmos se eram cristãos; aos que respondiam afirmativamente, repeti uma segunda e uma terceira vez a pergunta, ameaçando-os com o suplício. Os que persistiram mandei executá-los [...]. Outros, cidadãos romanos portadores da mesma loucura, pus no rol dos que devem ser enviados a Roma.

[...]

Recebi uma denúncia anônima, contendo grande número de nomes. Os que negavam ser cristãos ou tê-lo sido, se invocassem os deuses segundo a fórmula que havia estabelecido, se fizessem sacrifícios com incenso e vinho para a tua imagem [...] e, se além disso, amaldiçoavam a Cristo – coisas estas que são impossíveis de se obter dos verdadeiros cristãos – achei melhor libertá-los.

Outros [...] disseram ser cristãos e depois o negaram: haviam sido e depois deixaram de ser [...]. Todos estes adoraram a tua imagem e as estátuas dos deuses e amaldiçoaram a Cristo, porém, afirmaram que a culpa deles, ou o erro, não passava do costume de se reunirem num dia fixo, antes do nascer do sol, para cantar um hino a Cristo como a um deus; de obrigarem-se, por juramento, a não cometer crimes, roubos, latrocínios e adultérios, a não faltar com a palavra dada e não negar um depósito exigido na justiça. Findos estes ritos, tinham o costume de se separarem e de se reunirem novamente para uma refeição comum e inocente, sendo que tinham renunciado à esta prática após a publicação de um edito teu onde, segundo as tuas ordens, se proibiam as associações secretas”.

Extraído da página: http://www.veritatis.com.br/area/16

Quanto a nós…

Agosto 20, 2009 andersonpaz 4 comentários
“e, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra” (Atos 6:4).

O livro de Atos, em seu capítulo 6, relata o ocasião em que os apóstolos decidiram que fossem eleitos sete homens para servirem aos necessitados da Igreja. Temos visto nesse texto a origem do serviço diaconal. Essa decisão dos apóstolos foi tomada a fim de que o serviço às viúvas não os afastasse da oração e do ministério da palavra.  Afinal, eles aprenderam com o Mestre como a oração é algo de singular importância e de caráter indispensável na vida cristã.

Eles conheceram de perto o Jesus que se retirava para lugares solitários para orar (Lucas 5:16;), que se levantava de madrugada para orar antes de decidir para que cidade ir (Marcos 1:35-38),  que orou uma noite toda antes de escolher os apóstolos (Lucas 6:12,13), que intercedia ao Pai em favor deles (João 17; Lucas 22:31,32). Com certeza experimentaram o resultado da intercessão de Jesus por suas vidas.  Por isso sabiam que nada, por mais nobre que fosse, poderia afastá-los da oração.  Nem mesmo o serviço às viúvas, que não apenas é nobre aos olhos do homens, mas também é reto diante de Deus.  Oração é algo prioritário. A melhor coisa que eles poderiam fazer pela Igreja era orar e servir-lhes a Palavra. Eles também se tornaram modelos para a Igreja na prática dessas coisas, uma vez que orar é dever de todos os que seguem a Jesus (I Timóteo 2:1), até mesmo daqueles que são chamados para servir às viúvas. Pela vida de oração expressamos o quanto dependemos de Jesus, e sem Ele nada podemos fazer.

Quando olho para o exemplo dos apóstolos, fico a avaliar minha vida de oração e quais são as causas que me fazem deixar de orar. Será que o que me afasta da oração é algo tão nobre e justo como servir as viúvas? É o fato de gastar e me gastar em favor dos meus irmãos? Ou será que meus motivos não são tão nobres assim? Ou até mesmo não tenham nobreza alguma.

Muitas vezes o que nos afasta da oração não passa de mero entretenimento, de busca por diversão e lazer. Em si mesmo, o entretenimento não tem nada de errado, mas ao considerar que os apóstolos não deixaram que o serviço às viúvas os afastasse da oração, eu deveria avaliar o espaço que o entretenimento ocupa na minha vida. Afinal, o entretenimento pode ser algo que, ao me afastar da oração, me desvie da verdadeira alegria, pois, segundo Jesus nossa alegria é completa quando temos orações respondidas (João 16:24).

Pense e ore sobre isso.

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“O entretenimento é o substituto diabólico para a alegria” (Leonard Ravenhill)

Testemunhas, e não advogados

Agosto 17, 2009 andersonpaz 2 comentários
…sereis minhas testemunhas…” (Atos 1:8)

De vez em quando é importante relembrar não fomos enviados para sermos advogados de Jesus, mas suas testemunhas (Atos 1:8). Essa compreensão muda muita coisa em nosso trabalho. Enquanto o papel de advogado é argumentar e defender seu cliente, o papel da testemunha consiste tão somente em relatar o que presenciou. Não tem a obrigação de convencer ninguém.

Compreender isso tira de nós o peso de convencermos as pessoas acerca de Jesus, e simplifica nosso trabalho. A obra de convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo é feita pelo Espírito Santo. A parte mais difícil fica com o Espírito. O nosso trabalho se torna menos cansativo e mais simples e objetivo. Contudo, ao mesmo tempo que essa consciência simplifica o nosso trabalho, ela também aumenta a nossa responsabilidade, pelo menos em dois aspectos.

O primeiro aspecto  é o de que, uma vez que a obra que temos a realizar é mais simples, nos tornamos ainda mais indesculpáveis caso não a realizemos. Sobre nós pesa a responsabilidade que estava sobre os apóstolos: “Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido” (Atos 4:20).

O segundo é fato de que pouco resultará falarmos do Evangelho sem termos experência com ele. Pouco valerá anunciar Jesus se não o temos conhecido, pois testemunhamos acerca das coisas que vemos e ouvimos. Preciamos pregar como Paulo : “A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder” (I Coríntios 2:4).

De nada adiantará nos prepararmos a responder as perguntas acerca da esperança que há em nós (I Pedro 3:15), se o mundo não ver em nós uma esperança diferente. Precisamos de gente que vivencie e experimente o Evangelho, ao mesmo tempo que pregue.  Precisamos de gente que seja sal da terra e muz do mundo. O mundo não precisa tanto de advogados, mas carece de testemunhas.

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Cristo: Leão e Cordeiro

“Deus Todo-Poderoso e compassivo, nós exultamos quando refletimos em teu poderoso e misericordioso Filho, nosso Senhor, Jesus Cristo. Regozijamo-nos na força do seu poder semelhante ao de um leão e na ternura de sua mansidão semelhante à de um cordeiro. Somos fortalecidos pelo incomparável conjunto de suas qualidades excelentes, o que nos dá a certeza de que não existe ninguém como ele, e que ele não é um simples homem como tantos outros. Concede-nos, em nossa atitude arrogante de indiferença, a bênção de tremermos diante do Leão de Judá e de nos humilharmos sob sua santidade arrebatadora. E concede-nos, em nossa fragilidade e medo, a bênção de adquirirmos a coragem do Cordeiro semelhante a um leão. Oh, como necessitamos de Cristo! Abre-nos os olhos para que possamos ver a plenitude de suas qualidades excelentes. Elimina as imagens falsas e distorcidas de teu Filho que enfraquecem nossos momentos de adoração e prejudicam nossa obediência”.

(John Piper, Um Homem chamado Jesus Cristo, Editora Vida, p. 34)