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Se Deus não existisse, o que haveria para comemorar?

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Campanha ateísta em ônibus de Londres

Desde o início do ano há  duzentos ônibus urbanos em Londres (além de outros seiscentos em todo Reino Unido) que levam cartazes dizendo: “Provavelmente, Deus não existe. Agora, pare de se preocupar e curta a vida”. Esses cartazes são parte de uma campanha promovida pela Associação Humanista Britânica, que custou 195 mil dólares e contou com a apoio do biólogo ateu Richard Dawkins, autor do livro “Deus, Um Delírio”.

Inspirada por essa campanha, a Associação Humanista Americana colocou anúncios nos ônibus de Washington, em novembro passado, com a pergunta “Porque acreditar em Deus?”. Esse anúncio trazia a foto de um homem vestido de Papai Noel, segundo o jornal americano “The New York Times”.

Ônibus circularia apartir de fevereiro na Itália

Ônibus circularia apartir de fevereiro na Itália

Na Itália, a União dos Ateus e Agnósticos Racionalistas pretendiam divualgar uma campanha publicitária nos ônibus de Gênova que tinha por slogan:“Má notícia: Deus não existe; Boa notícia, você não precisa dele”. Porém a campanha foi proibida por ser considerada provocatória e não se enquadrar no código de ética da propaganda italiana.

Na Espanha, mais precisamente na cidade de Barcelona, a União de Ateus e Livres-Pensadores da Espanha  começou uma campanha publicitária idêntica a que está circulando no Reino Unido. A frase escolhida foi a mesma,  apenas traduzida para o espanhol.

Ônibus em Barcelona

Ônibus em Barcelona

Essa onda de propagandas ateístas que tem se espalhado por vários países é fruto da comprensão de que a fé em Deus é algo não apenas desnecessário, mas até mesmo prejudicial, pois estaria privando as pessoas de desfrutarem da liberdade, dos prazeres que a vida lhes oferece. A Fé seria um instrumento para prender a humanidade à ignorância e ao retrocesso. Para essas pessoas, a fé é um mal que ao longo da história, além de servir como instrumento de domínio e manipulação, tem sido fonte de intolerância, discriminação, fanatismo e ódio.

Quem crê ou afirma esse tipo de coisa demonstra que não tem dado muita atenção para a história da humanidade, principalmente sua história recente. O século XX demonstrou que a secularização e a eliminação da fé ou da religião não significaram melhorias ou avanços na vida humana. Vimos nesse século o estabelecimento de regimes marcadamente fundamentados no ateísmo. E o que encontramos?

A União Soviética, governada por Stálin, em apenas um ano matou sete milhões de ucranianos de fome, uma fome estrategicamente construída por meio do confisco de grãos, fechamento de fronteiras, isolamento das cidades. A China maoísta aniquilou, aproximadamente, sessenta e cinco milhões de chineses. Pol Pot promoveu um genocídio no Camboja no qual estímasse que foram executadas, em quatro anos, dois milhões de pessoas, cerca de 25% da população da época.

Em texto publicado na Folha de S. Paulo,  João Pereira Coutinho, comentando sobre a campanha ateísta, cita Dostoiévski,  questionamento  se a ausência de Deus significa também a ausência de qualquer limite ético para a ação humana. Ele prossegue escrevendo:  “Essa possibilidade seria confirmada no século seguinte [século XX]: um século devastado por grandes construções coletivistas, utópicas e rigorosamente ateias que libertaram um fanatismo e uma crueldade indistinguíveis do fanatismo e da crueldade das antigas religiões tradicionais”.

Poderia citar outras atrocidades feitas por regimes ateus. Contudo, meu propósito aqui não é demomstrar que o ateísmo seja cruel e sanguinário, mais perverso do que qualquer violência cometida em nome da religião. Não pretendo fazer isso, até mesmo porque isso não seria verdade.  A história da chamada cristandade possui atos de violências extremamente cruéis também, como as cruzadas, a inquisição, o julgamento das bruxas de Salém, entre outros.  E atrocidades assim também são encontradas na história de outros grupos.

Contudo, esses atos de violência não invalidam a fé, mas apenas confirmam que a afirmação bíblica de que “não há um justo, nem um sequer” (Rm. 3:10) e “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm. 3:23). O homem é mal, e não é a religião nem o ateísmo que pode libertá-lo dessa realidade. Jesus disse: “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias” (Mt. 15:19). Segundo as palavras de Jesus, nem a religião  e nem o ateísmo podem livrar os homens dessas coisas.

À luz do que tenho vivido e experimentado, posso dizer que há um meio para transformação de indivíduos e do mundo. Esse meio é uma pessoa chamada Jesus Cristo. Através de um relacionamento pessoal com Ele pode-se alcançar um coração transformado.  Com Ele posso aproveitar a vida de verdade. Antes de conhecê-lo, eu estava morto (Ef. 2:1). Mas quando o conheci, descobri o que é vida de verdade. Afinal, Ele veio para que tivéssemos vida em abundância. Hoje tenho todos os motivos pra celebrar e pra dizer: Deus existe. Aproveite a vida em Cristo!

Anderson Paz

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CategoriasAteísmo
  1. Simone
    Março 19, 2009 às 1:15 am | #1

    Gostei ! histórico e direto

  2. Março 19, 2009 às 6:23 pm | #2

    Bom texto… =D

  3. Isabel
    Março 27, 2009 às 3:18 pm | #3

    Muito bom,esclarecedor,bem claro e direto.

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