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Archive for Março, 2009

Estado Parental

Março 23, 2009 andersonpaz 1 comentário

Mais um artigo extraído da Revista Ultimato,

escrito por Rubem Amorese

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Vivemos a era dos especialistas. Com o crescimento do conhecimento, desapareceram aqueles sábios que dominavam todo o conhecimento. A ciência se multiplicou e os especialistas se aprofundam em fragmentos. Acho que não pode ser diferente. Não é possível saber tudo no mundo pós-moderno.

Quando algum problema foge ao nosso conhecimento, recorremos aos especialistas. Porém, quando estes chegam ao poder, tendem a querer gerir a coisa pública a partir de sua área de concentração. É o caso dos nossos ministros de estado — do nosso governo, em geral. Muitos não resistem à tentação de impor sua perspectiva à sociedade, tentando recriá-la à sua imagem.

Na revista “Cristianismo Hoje” (edição 8, ano II, p. 10) lê-se que o pastor americano Barry Barnett Jr. pode ser preso por dar duas palmadas em seu filho de 12 anos. Ele foi denunciado por assistentes sociais da escola do garoto, apesar dos protestos do próprio menino, que confessava ter desobedecido ao pai. Pai de outros oito filhos, Barry só foi liberado após pagar fiança de 10 mil dólares e está sendo processado por abuso físico contra menor. Pode pegar até três anos de cadeia e, como medida liminar, está impedido de impor qualquer disciplina aos filhos.

No dia da audiência, uma de suas filhas, de 21 anos, ficou do lado de fora do tribunal, com um cartaz que dizia: “Obrigada, papai, por me disciplinar”.

Pobre Barry! Encontrou especialistas pela frente, numa área que supunha conhecer bem: a criação de filhos. Bateu de frente com alguém que “sabe como ele deve educar uma criança”. Aliás, tenho a impressão de que temos muitos desses por estas bandas. Gente que é capaz de, por exemplo, dizer ao governo da Itália que eles não sabem distinguir entre um assassino e um ativista político.

Temos visto reportagens sobre jovens que jogam álcool e ateiam fogo em índios e mendigos; matam crianças a golpes de caratê; abatem a tiros professores em sala de aula. O interessante é que a maioria deles são jovens de classe média — eu ousaria dizer, filhos de especialistas.

Tornou-se lugar-comum perguntar, nesses momentos, pela família. Como que a dizer que toda essa loucura, sem causa aparente, só pode ser falta de família.

Acho que a pergunta faz sentido. Sem uma família estruturada, a mocidade sofre da síndrome do escorpião: quando a esperança se vai, resta-lhe dar picadas mortais em quem está à sua volta e depois em si mesma. “É a vida.”

Eu gostaria de saber como são as famílias daqueles assistentes sociais que denunciaram o pastor Barnett. Melhor, eu gostaria de saber como são as finanças pessoais dos nossos ministros da área econômica, ou como são as relações familiares dos nossos psicólogos e sociólogos de plantão. Eu gostaria de saber como é, como pai, o nosso presidente.

Quando não nos deixarem mais educar nossos filhos de acordo com a Palavra de Deus, estarão gestando uma horda de delinquentes. Os nossos filhos acabarão por se parecer com os deles, apesar de sabermos que “a vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe” (Pv 29.15).

Rubem Amorese é consultor legislativo no Senado Federal
e presbítero na Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasília
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Se Deus não existisse, o que haveria para comemorar?

Março 17, 2009 andersonpaz 3 comentários
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Campanha ateísta em ônibus de Londres

Desde o início do ano há  duzentos ônibus urbanos em Londres (além de outros seiscentos em todo Reino Unido) que levam cartazes dizendo: “Provavelmente, Deus não existe. Agora, pare de se preocupar e curta a vida”. Esses cartazes são parte de uma campanha promovida pela Associação Humanista Britânica, que custou 195 mil dólares e contou com a apoio do biólogo ateu Richard Dawkins, autor do livro “Deus, Um Delírio”.

Inspirada por essa campanha, a Associação Humanista Americana colocou anúncios nos ônibus de Washington, em novembro passado, com a pergunta “Porque acreditar em Deus?”. Esse anúncio trazia a foto de um homem vestido de Papai Noel, segundo o jornal americano “The New York Times”.

Ônibus circularia apartir de fevereiro na Itália

Ônibus circularia apartir de fevereiro na Itália

Na Itália, a União dos Ateus e Agnósticos Racionalistas pretendiam divualgar uma campanha publicitária nos ônibus de Gênova que tinha por slogan:“Má notícia: Deus não existe; Boa notícia, você não precisa dele”. Porém a campanha foi proibida por ser considerada provocatória e não se enquadrar no código de ética da propaganda italiana.

Na Espanha, mais precisamente na cidade de Barcelona, a União de Ateus e Livres-Pensadores da Espanha  começou uma campanha publicitária idêntica a que está circulando no Reino Unido. A frase escolhida foi a mesma,  apenas traduzida para o espanhol.

Ônibus em Barcelona

Ônibus em Barcelona

Essa onda de propagandas ateístas que tem se espalhado por vários países é fruto da comprensão de que a fé em Deus é algo não apenas desnecessário, mas até mesmo prejudicial, pois estaria privando as pessoas de desfrutarem da liberdade, dos prazeres que a vida lhes oferece. A Fé seria um instrumento para prender a humanidade à ignorância e ao retrocesso. Para essas pessoas, a fé é um mal que ao longo da história, além de servir como instrumento de domínio e manipulação, tem sido fonte de intolerância, discriminação, fanatismo e ódio.

Quem crê ou afirma esse tipo de coisa demonstra que não tem dado muita atenção para a história da humanidade, principalmente sua história recente. O século XX demonstrou que a secularização e a eliminação da fé ou da religião não significaram melhorias ou avanços na vida humana. Vimos nesse século o estabelecimento de regimes marcadamente fundamentados no ateísmo. E o que encontramos?

A União Soviética, governada por Stálin, em apenas um ano matou sete milhões de ucranianos de fome, uma fome estrategicamente construída por meio do confisco de grãos, fechamento de fronteiras, isolamento das cidades. A China maoísta aniquilou, aproximadamente, sessenta e cinco milhões de chineses. Pol Pot promoveu um genocídio no Camboja no qual estímasse que foram executadas, em quatro anos, dois milhões de pessoas, cerca de 25% da população da época.

Em texto publicado na Folha de S. Paulo,  João Pereira Coutinho, comentando sobre a campanha ateísta, cita Dostoiévski,  questionamento  se a ausência de Deus significa também a ausência de qualquer limite ético para a ação humana. Ele prossegue escrevendo:  “Essa possibilidade seria confirmada no século seguinte [século XX]: um século devastado por grandes construções coletivistas, utópicas e rigorosamente ateias que libertaram um fanatismo e uma crueldade indistinguíveis do fanatismo e da crueldade das antigas religiões tradicionais”.

Poderia citar outras atrocidades feitas por regimes ateus. Contudo, meu propósito aqui não é demomstrar que o ateísmo seja cruel e sanguinário, mais perverso do que qualquer violência cometida em nome da religião. Não pretendo fazer isso, até mesmo porque isso não seria verdade.  A história da chamada cristandade possui atos de violências extremamente cruéis também, como as cruzadas, a inquisição, o julgamento das bruxas de Salém, entre outros.  E atrocidades assim também são encontradas na história de outros grupos.

Contudo, esses atos de violência não invalidam a fé, mas apenas confirmam que a afirmação bíblica de que “não há um justo, nem um sequer” (Rm. 3:10) e “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm. 3:23). O homem é mal, e não é a religião nem o ateísmo que pode libertá-lo dessa realidade. Jesus disse: “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias” (Mt. 15:19). Segundo as palavras de Jesus, nem a religião  e nem o ateísmo podem livrar os homens dessas coisas.

À luz do que tenho vivido e experimentado, posso dizer que há um meio para transformação de indivíduos e do mundo. Esse meio é uma pessoa chamada Jesus Cristo. Através de um relacionamento pessoal com Ele pode-se alcançar um coração transformado.  Com Ele posso aproveitar a vida de verdade. Antes de conhecê-lo, eu estava morto (Ef. 2:1). Mas quando o conheci, descobri o que é vida de verdade. Afinal, Ele veio para que tivéssemos vida em abundância. Hoje tenho todos os motivos pra celebrar e pra dizer: Deus existe. Aproveite a vida em Cristo!

Anderson Paz

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Céu sem inferno

Março 12, 2009 andersonpaz 3 comentários

“Houve um inglês de origem humilde que, em 1878, declarou guerra contra duas poderosas frentes: a pressão da pobreza e o poder do pecado. Doze anos mais tarde, ele publicaria seu único livro: “In Darkest England — and the Way Out” (Na Inglaterra mais escura — e o caminho de saída). Trata-se de William Booth (1829-1912), o pastor metodista que fundou o Exército de Salvação. Quando alguém lhe perguntou quais seriam os maiores perigos doutrinários do século 20, ele respondeu de pronto: “Religião sem Espírito Santo, cristianismo sem Cristo, perdão sem arrependimento, salvação sem novo nascimento, política sem Deus e céu sem inferno”.

Extraído – http://www.ultimato.com.br

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Fomos enviados pelos Senhor a pregar o arrependimento e a remissão de pecados em todas as nações (Lc.  24:4 7). O mundo precisa de gente que tenha coragem para proclamar: Arrependei-vos porque é chegado o Reino (governo) de Deus. Gente que não negocia a palavra de Jesus, que tenha compromisso absoluto com a verdade e que não oculte o preço de seguir a Jesus: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.

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O Fim dos tempos e as nossas vidas hoje

foto2Em Hebreus 6:1-3, o autor, ao orientar a Igreja a prosseguir rumo à maturidade na fé, expõe alguns pontos que são considerados princípios elementares da doutrina de Cristo:

“Por isso, pondo de parte os princípios elementares da doutrina de Cristo, deixemo-nos levar para o que é perfeito, não lançando, de novo, a base do arrependimento de obras mortas e da fé em Deus, o ensino de batismos e da imposição de mãos, da ressurreição dos mortos e do juízo eterno. Isso faremos, se Deus permitir”.

Esse texto pode intrigar alguns, pois existe uma grande dificuldade em compreender temas como ressurreição dos mortos e juízo eterno como elementares. Esses assuntos são vistos como temas que envolvem muita complexidade. Afinal, existem tantas explicações e detalhes. Contudo, para o autor de Hebreus, esses pontos são tão elementares quanto o arrpendimento ou a fé.

Outra coisa que chama a atenção é o fato de que os apóstolos, em algumas ocasiões, tocavam nesses temas na evangelização, como nos exemplos abaixo:

Doendo-se muito de que ensinassem o povo, e anunciassem em Jesus a ressurreição dentre os mortos (At. 4:2). – Sacerdotes e saduceus impedindo a pregação dos apóstolos.

E nos mandou pregar ao povo, e testificar que ele é o que por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos (At. 10:42) – Pedro pregando na casa de Cornélio.

E alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendiam com ele; e uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos; porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição (At. 17:18) – Paulo pregando ao atenienses no Areópago.

Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos (At. 17:31) – Paulo pregando aos atenienses no Areópago

A dificuldade no ensino desses temas como algo elementar deve-se, efoto3m parte,  à considerável diversidade de teorias escatológicas que têm sido criadas com o passar do tempo. Hoje, pode-se optar entre o pré-milenismo, o pós-milenismo e o amilenismo. Também é possível escolher entre ser um pré-tribulacionista, medi-tribulacionista ou pós-tribulacionista. É incrível a capacidade que temos de, a partir da mesma Bíblia, elaborar uma variedade tão grande de teorias sobre o mesmo assunto.

Com certeza, o ensino dos apóstolos aos novos discípulos não consistia nesse complexo sistema teórico. Era algo mais simples e objetivo, que buscava fortalecia a esperança no Senhor e alertava quanto à necessidade de vigilância (II Pedro 3:1-14).

Para gerar uma reflexão, quero compartilhar aqui um trecho do Didaquê, um antigo documento cristão escrito no século II. O Didaquê aborda o tema escatologia da seguinte forma:

Vigie sobre a vida uns dos outros. Não deixe que sua lâmpada se apague, nem afrouxe o cinto dos rins. Fique preparado porque você não sabe a que horas nosso Senhor chegará.

Reúna-se com freqüência para que, juntos, procurem o que convém a vocês; porque de nada lhe servirá todo o tempo que viveu a fé se no último instante não estiver perfeito.

De fato, nos últimos dias se multiplicarão os falsos profetas e os corruptores, as ovelhas se transformarão em lobos e o amor se converterá em ódio.

Aumentando a injustiça, os homens se odiarão, se perseguirão e se trairão mutuamente. Então o sedutor do mundo aparecerá, como se fosse o Filho de Deus, e fará sinais e prodígios. A terra será entregue em suas mãos e cometerá crimes como jamais foram cometidos desde o começo do mundo.

Então toda criatura humana passará pela prova de fogo e muitos, escandalizados, perecerão. No entanto, aqueles que permanecerem firmes na fé serão salvos por aquele que os outros amaldiçoam.

Então aparecerão os sinais da verdade: primeiro, o sinal da abertura no céu; depois, o sinal do toque da trombeta; e, em terceiro, a ressurreição dos mortos.

Sim, a ressurreição, mas não de todos, conforme foi dito: “O Senhor virá e todos os santos estarão com ele.

Então o mundo assistirá o Senhor chegando sobre as nuvens do céu“.


A maneira simples, objetiva e prática com que esse documento trata assuntos concernentes ao fim dos tempos, pode nos ajudar a refletir em que nosso ensinos acerca dos mesmos temas têm deixado resultados práticos na vida dos discípulos, indo além da mera teoria.

Em Cristo,

Anderson Paz